Posteriormente, essa mesma decisão foi revogada "mediante a um recurso do Governo do Estado com a apresentação do laudo da PM que comprova o cumprimento de todas as regras de segurança no Maracanã", apontou a nota da administração estadual.
A veloz contra-ordem foi qualificada como um "caos" pelo jornal britânico "The Times", principalmente pela proximidade da Copa das Confederações, que será realizada no país entre os dias 15 e 30 de junho, na qual o Maracanã sedia a partida de abertura. Citando fontes ligadas à Federação de inglesa de futebol, o jornal britânico destaca que o detonante desta decisão não foi tanto um suposto problema técnico do estádio, mas um "conflito local" entre dois políticos por "questões de tramitação de papéis".
O "The Guardian", por sua vez, foi mais duro em sua análise, na qual assegura que a inicial suspensão do amistoso "desperta os piores temores do país sobre os preparativos do Copa do Mundo de 2014". "A decisão no último minuto de suspender o que se supunha ser uma partida profissional se acrescenta a uma lista de atrasos, controvérsias e faltas de respeito que os anfitriões insistem em realizar", aponta o jornal.
De acordo com o "The Guardian", se o cancelamento fosse mantido teria suposto "a humilhação e a frustração" dos torcedores da seleção brasileira que, através do pagamento de seus impostos, financiaram a reforma do Maracanã, agora com capacidade para receber até 78 mil pessoas.





