Copa no Catar vira uma incógnita

Presidente da federação inglesa promete investigar a fundo a escolha do país árabe para 2022

Por pedro.logato

Suíça - Se depender dos dirigentes ingleses, o Catar corre o sério risco de perder o direito de receber a Copa do Mundo de 2022. Em entrevista à rede de TV britânica BBC, Greg Dyke, presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), disse que a escolha das sedes das duas próximas Copas do Mundo, de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, deveria ser investigada, principalmente esta última.

“Podemos voltar a olhar para essas duas Copas. Se eu fosse do Catar, não me sentiria muito cômodo atualmente”, ironizou o dirigente.

Copa de 2022 pode mudar de paísReprodução Vídeo

Nos bastidores, a Inglaterra trava uma guerra declarada contra o Catar, já que foi derrotada na escolha do país-sede. Tão logo o anúncio foi feito, em junho de 2010, a imprensa inglesa não se cansa de produzir reportagens sobre a péssima condição dos trabalhadores que estão erguindo os estádios — em sua maioria imigrantes ilegais de países pobres do sudeste asiático e da África.

Os ingleses contam com o apoio dos americanos, já que eles perderam a eleição de 2018 para a Rússia. A investigação sobre a corrupção na Fifa está sendo conduzida pelo FBI e todos os patrocinadores americanos da Fifa já se manifestaram favoráveis à renúncia de Blatter, ressaltando que a atitude serve para iniciar “um profunda mudança na entidade”.

Sobre a desistência de Blatter, Dyke manteve seus discurso irônico e não escondeu a satisfação. “É uma decisão fantástica para o mundo do futebol. Este é o início de algo novo. Algo muito estranho aconteceu na semana passada para que Blatter renunciasse. Renunciou. Se foi. Vamos comemorar”, completou o inglês, em referência à prisão de dirigentes.

COPA AMÉRICA AMEAÇADA

Programada para acontecer no ano que vem, nos EUA, em comemoração ao seu centenário, a edição especial da Copa América corre o risco de não acontecer. Segundo o argentino José Luis Meiszner, secretário-geral da Conmebol, a realização do torneio está ameaçada já que estaria sendo investigada pelo FBI — a Traffic, empresa do brasileiro J. Hawilla, que está colaborando com as autoridades americanas, detém os direitos de transmissão.

A edição especial da Copa América está prevista para contar com a participação de 16 países, sendo os dez filiados da Conmebol e mais seis da Concacaf (Costa Rica, EUA, Honduras, Jamaica, México e mais um convidado).

“Hoje é preciso colocar um enorme ponto de interrogação sobre a possibilidade de essa Copa ser realizada. O presidente de uma das confederações está preso (Jeffrey Webb, presidente da Concacaf), as empresas que detêm os direitos de transmissão estão com as contas bancárias bloqueadas e não têm condições de cumprir os compromissos contratuais. Não podemos dizer que as coisas no futuro vão ser como estão previstas. Temos que estar preparados para turbulências”, afimou o dirigente à rádio argentina ‘América’.

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