Esse padrão Fifa chegou ao fim

Renúncia de Blatter inicia uma nova era na entidade

Por pedro.logato

Rio - Até uma criança já sabia que Joseph Blatter não teria futuro na Fifa porque a crise atual e a ferrenha oposição de toda a Europa lhe tiraram toda a credibilidade e todas as condições políticas. Só não se podia imaginar que a sua saída era apenas uma questão de dias e que o cerco sobre a entidade seria insuportável. Talvez à exceção de Pelé (sempre ele na contramão), o repúdio a Blatter foi geral e ele aceitou concorrer à reeleição mais para massagear o seu ego ferido de morte. Foi melhor mesmo que renunciasse logo para o terreno ficar livre e se iniciar, em pouco tempo, a reconstrução de onde se espera emergirá uma Fifa completamente diferente, mais preocupada com o futebol e com a renovação do que com negócios e negociatas. Espera-se até que se faça uma faxina em que, além de Marin, figuras como Jérome Valcke, Del Nero e Ricardo Teixeira sejam devidamente punidas e, além de ficarem longe do futebol, percam o que ganharam indevidamente. Vai ser uma espécie de operação lava-jato no futebol.

Joseph Blatter anunciou que vai deixar a FifaEfe

EM TRANSE

Pode-se dizer que o Flamengo está em transe para encarar o Cruzeiro. Além da fase ruim, da necessidade de vencer e da insegurança normal do início do trabalho de um treinador, há as ausências forçadas dos três estrangeiros titulares e as notícias surpreendentes da possível saída de Alecsandro, atacante que tem acertado. Talvez a primeira sequela da vinda de Guerrero. Além disso, o Cruzeiro, já livre da Libertadores, passou a ser temível — mesmo sem Marcelo Oliveira.

RETROCESSO

Tanto Rodrigo Caetano quanto Eduardo Bandeira de Mello, cada um na sua função, têm recebido justos elogios por seu trabalho profissional no Flamengo. Seriam símbolos de modernidade. Por isso, é estranho e lamentável que tenham interpelado o fraco árbitro Sandro Meira Ricci, no intervalo e no fim do Fla-Flu de domingo, no Maracanã, para proferir ironias e até ofensas descabidas. Eles mostraram descompromisso com a ética e a educação.

FOGO DE PALHA

Não se pode jamais descartar a possibilidade de zebra no futebol, mas é muito pouco provável que qualquer um dos atuais integrantes do G-4 — Sport, Goiás, Atlético-PR e Ponte Preta — sejam reais candidatos ao título. No máximo, uma boa campanha no Brasileiro. É certo que todas as rodadas são importantes e que quem começa mal corre riscos, mas times como Internacional, Atlético-MG,São Paulo e Cruzeiro devem disputar o título e Vasco e Fla, ao menos, fugir da degola.

PRESSÃO TOTAL

O Vasco recebe a Ponte Preta, em São Januário, debaixo de pressão total. As recentes derrotas no Campeonato Brasileiro, a constatação de que o time só quebrava o galho a nível estadual e até os problemas insuspeitados na defesa deixaram o futebol vascaíno no sufoco. A tal ponto que já se fala na urgência de contratações e na possibilidade de demissão do técnico Doriva. Mas o Vasco não deixará de ser muito limitado, já que o seu alcance no Brasileirão é bem curto.

NEM MARCELO ESCAPOU DA MALDIÇÃO DOS TREINADORES

Não é que tenha sido uma surpresa porque já se falava, em BH, da possibilidade da saída de Marcelo Oliveira do Cruzeiro. Mas sua queda confirma como os cartolas consideram os treinadores descartáveis e passíveis de total desprezo. Marcelo foi bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, fez trabalho admirável e não tem culpa se venderam os principais jogadores. Com apenas quatro rodadas, já foi ultrapassada a marca de um demitido por rodada. Seria melhor que saísse mesmo número de dirigentes.

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