Cockpit: A (falta de) pressão faz a diferença na Fórmula 1

Rosberg vai conseguindo se recuperar mentalmente para 2016

Por fabio.klotz

Rio - No chatíssimo GP do Brasil, com os seis primeiros colocados definidos logo na largada, o momento mais interessante talvez tenha sido Vettel correndo - e dando um drible na organização - para subir no pódio com o seu capacete. Fora isso, nada de bom. Uma pena. Nem perto de uma briga entre as duas Mercedes. Nesse caso, grande mérito de Rosberg, que garantiu o bi-vice.

Sem pressão de brigar pelo título%2C Rosberg supera HamiltonEfe

Melhor que o rival em todo o fim de semana, ele tomou conta da corrida, assim como no México. Largada limpa e, no momento mais crítico, quando Hamilton era mais rápido, o alemão pilotou sem erros e impediu a aproximação para a ultrapassagem, forçando o inglês a desistir da disputa e se contentar a seguir sem vencer em Interlagos.

É claro que Hamilton não tem o mesmo foco de antes do tri, mas nas duas últimas corridas, já sem a pressão de brigar pelo título, Rosberg pilotou muito bem, sem erros, com velocidade e constância. O alemão tem conseguido se recuperar mentalmente para 2016. Resta saber se, quando voltar a pressão pelos resultados, ele vai aguentar ou sucumbir feio, como este ano.

Outro GP para esquecer

Nem mesmo o GP em casa fez a diferença. Em fim de ano bem fraco, Massa teve problemas no acerto da Williams desde sábado e foi burocrático. Com carro ruim, Nasr tentou arriscar, mas ficou sem pneu.

O grande fiasco de 2015

Alonso chegou ao 12º motor, oito a mais que o permitido. A dupla McLaren-Honda é disparada o grande fiasco do ano. Não à toa, o espanhol e Button brincaram de subir no pódio no sábado. Só assim.

Alternativa perigosa

Como Mercedes e Ferrari cobram os olhos da cara (cerca de R$ 80 milhões) para fornecer motores - os mais atualizados só são usados nos seus carros -, a FIA formalizou a procura por uma empresa independente para 2017. A ideia é diminuir os custos das equipes clientes e evitar casos como o da RBR, sem motor definido até agora. O problema é se não for competitivo. A distância será ainda maior.

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