Ronaldinho e Assis estão presos no Paraguai - AFP
Ronaldinho e Assis estão presos no ParaguaiAFP
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Paraguai - Médicos foram à cela de Ronaldinho Gaúcho e Assis nesta quarta-feira no presídio de segurança máxima onde os dois estão detidos em Assunção, no Paraguai, para medir a temperatura de ambos. O Estado apurou que o procedimento foi realizado em todos os detentos como parte da verificação dentro do presídio para descobrir se há algum preso com suspeita de coronavírus.

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Ronaldinho e Assis estão presos no Paraguai AFP
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Algemados, Ronaldinho e Assis chegam para audiência no Paraguai AFP
Algemados, Ronaldinho e Assis chegam para audiência no Paraguai Reprodução / Internet
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Polícia encontra passaportes falsos de Ronaldinho e Assis em suíte de hotel no Paraguai Ministério Público do Paraguai
Polícia encontra passaportes falsos de Ronaldinho e Assis em suíte de hotel no Paraguai Ministério Público do Paraguai


Autoridades paraguaias decidiram suspender eventos e shows públicos e privados, além de atividades em locais fechados, como cinemas, teatros, clubes e cassinos. Eventos esportivos têm de ser realizados sem a presença de torcedores e as atividades escolares estão suspensas por um período de duas semanas.

O Ministério da Justiça não proibiu visitas nos presídios, mas médicos estão fazendo o controle na entrada de cada penitenciária para identificar visitantes com problemas respiratórios. Esta quarta-feira foi dia de visita no presídio onde Ronaldinho e o irmão estão detidos e ambos receberam seus advogados na cadeia.

Também nesta quarta-feira, a Suprema Corte do Paraguai decidiu suspender as atividades judiciais e administrativas em todo o país até o dia 26 de março, a fim de mitigar a disseminação do coronavírus. A paralisação temporária do poder judiciário paraguaio, no entanto, não deve afetar Ronaldinho e o seu irmão porque medidas cautelares serão seguidas e julgamentos já iniciados continuarão.

Ronaldinho e Assis tiveram o pedido de transferência para prisão domiciliar negado na terça-feira. A Justiça determinou que eles precisavam permanecer em um presídio durante a investigação. O inquérito pode durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias.

Os advogados agora trabalham para recorrer à Segunda Instância. A defesa alega que o ex-jogador não sabia que o passaporte que deram a ele havia sido adulterado.