Goleadores protagonizam duelo entre Botafogo e Vasco pela Copa do Brasil

Em alta, Matheus Babi e Germán Cano são as esperanças de gols na partida desta quarta-feira

Por Danillo Pedrosa e Marcelo Bertoldo

Germán Cano
Germán Cano -
Com os centroavantes nos holofotes após a chuva de gols no clássico de domingo, Botafogo e Vasco voltam a medir forças hoje, às 19h, no Nilton Santos, no duelo de ida da quarta fase da Copa do Brasil. Com uma média de 0,70 gol por jogo em 2020, Germán Cano tem se tornado um pesadelo para marcadores e goleiros no país a cada embate. Se o argentino resolveu o problema ofensivo cruzmaltino, o Alvinegro deposita sua esperança no promissor Matheus Babi, em alta após marcar duas vezes no clássico e mostrar que o hermano não era o único com o faro de gol apurado no Niltão.
Ainda sem a bagagem e a badalação de Cano, que já havia brilhado no México e na Colômbia, Matheus Babi
mal começou sua passagem em General Severiano e já caiu nas graças do torcedor, que há algum tempo espera um centroavante que honre a vocação artilheira do clube. O último que agradou foi Roger, em 2017, mas nem chegou perto de entrar para a galeria de ídolos e goleadores do Alvinegro, como  Quarentinha, Garrincha, Jairzinho, Túlio, Dodô, Loco Abreu... 
O torcedor vascaíno não tem do que reclamar no quesito gols depois de frustradas tentativas nos últimos anos com Riascos, Luis Fabiano e Maxi López. Fã de Romário, Cano desempenhado com êxito o ofício do ídolo. A impressionante média de 0,70 gol por jogo rendeu elogios até de Roberto Dinamite, maior ídolo e artilheiro do Vasco e dono do recorde de gols no Brasileiro: 190. Com um senso de oportunismo implacável e um posicionamento preciso, o camisa 14 é o trunfo do Cruzmaltino para avançar. 
“O posicionamento é muito importante na minha função. Eu visualizo antes de me posicionar, tento  imaginar as jogadas antes dos jogos. Imagino como quero me posicionar, como quero receber, como vou chutar cara a cara com o goleiro. Imagino todas as situações”, disse Cano. 
À sombra das estrelas Honda e Kalou, Matheus Babi chegou ao Botafogo de fininho, como opção ao titular absoluto à época Pedro Raul. No entanto, não demorou para o centroavante de 23 anos, contratado ao  Macaé, mostrar a que veio e tomar conta da posição. Os dois gols no clássico de domingo foram de fazer
‘inveja’ a Cano, que marcou apenas uma vez. Pronto para ser a referência no ataque alvinegro, o aprendiz de artilheiro está no caminho certo para evoluir e protagonizar mais um duelo à altura com o camisa 14 do Vasco.

Gatito retorna ao time titular

Após duas partidas sem jogar, o goleiro Gatito Fernández volta a ficar à disposição do técnico Paulo Autuori para o clássico de hoje. Recuperado de um problema na coxa direita, o paraguaio treinou normalmente durante a semana e deve retornar ao time titular. Nos últimos jogos, ele foi substituído por Diego Cavalieri.

Outro que retorna à escalação inicial é o atacante Salomon Kalou, que entra no lugar de Rhuan. O marfinense só começou no banco no domingo por ter viajado à França.

Fora de campo, a novidade é que o Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação na Justiça solicitando o bloqueio de verbas do Botafogo para garantir o pagamento de funcionários e jogadores até o fim do período de calamidade pública, em dezembro, além de 13º e férias atrasados e uma indenização.

Ontem, a Justiça do Trabalho emitiu o alvará que permite ao Sindeclubes realizar o pagamento dos salários atrasados de jogadores (dois meses) e funcionários (quatro meses). A previsão é que sejam quitados até a semana que vem.

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Germán Cano Rafael Ribeiro/Vasco
Matheus Babi mal chegou e já ganhou a titularidade no Botafogo Vitor Silva/Botafogo

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