Rogério Caboclo foi afastado da presidência da CBFDivulgação/CBF

Rio - Afastado da presidência da CBF, Rogério Caboclo foi acusado de assédio sexual por mais de uma ex-funcionária da entidade. Em entrevista ao "Estadão", o dirigente admitiu ter utilizado palavras de baixo calão em conversas com a mulher, porém, negou ter cometido qualquer crime.
"Claro que não me orgulho das palavras e da forma com que as utilizei. Fui extremamente deselegante, esta é a verdade. Usei palavras chulas, inconvenientes, que não fazem parte do meu vocabulário. Hoje me arrependo e me envergonho. Fui indiscreto, abri minha intimidade, minha vida pessoal e falamos sobre a dela. Eu não deveria ter feito isso e aproveito a oportunidade para pedir desculpas novamente. Mas esclareço que meu único objetivo era o de ajudá-la a superar um grave momento emocional de origem familiar e sentimental que ela vivia", afirmou.
A ex-funcionária afirmou que o dirigente teria perguntado se "ela se masturbava". Além disso, a mulher teria sido chamada de ‘cadela’ por Caboclo, que ainda segundo o relato teria tentado forçá-la a comer biscoito de cachorro.
Sobre o processo, o dirigente afirma que está sendo vítima de um golpe. "Os presidentes são experientes e inteligentes, sabem que se trata de um julgamento meramente político, característico de um verdadeiro golpe de poder. Muitos me perguntam onde estava essa dinheirama nas gestões anteriores, que ninguém sabe, ninguém viu. Perceberam que a CBF se tornou uma mina de ouro com um potencial inesgotável, um oásis de prosperidade em meio ao caos financeiro que assola o País.", disse.