Junior, ex-jogador do Flamengo, no Samba do TrabalhadorDivulgação / Marluci Martins

Rio - Um dos maiores ídolos do Flamengo, o lateral Junior revelou que quase atuou pelo rival Botafogo em duas oportunidades. A primeira, ainda na base, quando jogava mais futebol de areia pelo Juventus, na praia de Copacabana. O "Maestro", que hoje é comentarista da TV Globo, contou a história sobre quase ter "pulado o muro" no programa "Samba que é Gol".
"O Neném Prancha (lendária figura do futebol carioca) era muito amigo do Tião, da Juventus (time de futebol de praia). Seu Neném me perguntou se eu queria treinar no Botafogo, e eu fui. Fiquei um bom tempo treinando. No primeiro dia, o treinador era o Joel Martins e ficou faltando um lateral-direito, eu fiquei treinando de lateral. Um dia falei com o seu Joel que eu jogava no meio-de-campo, mas tinha muita gente, aí saí e voltei para o futebol de praia. Anos depois vou para o Flamengo jogando no meio, o cara da lateral direita se machuca, eu joguei na lateral-direita e subi para o profissional jogando na lateral", contou Junior.
Junior, além de ídolo do Flamengo, também foi o jogador que mais atuou pelo clube - foram 865 partidas. Quando estava ja com a carreira encerrada, o Capacete recebeu uma proposta oficial, mas optou por recusar em respeito ao time Rubro-Negro.
"u já tinha parado para jogar e seu Orlando me chamou para almoçar. Ele era muito chegado à diretoria do Botafogo, colocou o cheque na mesa e me disse: “Aí, bota o valor”. Falei: “Não dá, como é que vou jogar no Botafogo? Minha história toda está ligada ao Flamengo, já parei de jogar”. Aí ele: “Seis meses só, bota o valor aí”. Mesmo ele sendo muito meu amigo, não seria ético da minha parte depois de passar minha carreira toda ali, até mesmo porque já estava na minha cabeça voltar para o futebol de areia", revelou Junior, que ainda falou sobre sua relação com os rivais cariocas:
"Não tenho rejeição dos clubes rivais porque sempre respeitei todos. Esse respeito se mantém até hoje e isso me ajuda na função de comentarista. Não sou pago para torcer, mas pago para comentar. A imparcialidade de nós ex-jogadores têm que ser determinante para o trabalho ir para a frente", concluiu.