Neymar foi o primeiro a dizer que começou e terminou sua história na seleção brasileira em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Da estreia em 2010, com gol nos 2 a 0 sobre os Estados Unidos, até a eliminação na Copa do Mundo de 2026, quando marcou de pênalti no 2 a 1 para a Noruega, o camisa 10 foi da grande expectativa e esperança com grandes atuações à enorme decepção com apenas dois títulos em 16 anos.
De melhor, o recorde de gols pelo Brasil: 80 em 130 jogos. Ainda assim, esse lado goleador pode receber contestações ao se levar em consideração o desempenho contra as grandes seleções.
Principal referência de duas gerações em Copas do Mundo, o jogador de 34 anos finalizou a quarta edição que disputou da mesma maneira que as outras: sem nem sequer ter chegado à final. Desde auge em 2014, quando teve o traumático corte após a joelhada nas costas de Zuñiga, Neymar conviveu com problemas de lesão em todas, sempre sendo desfalque em algum momento do torneio.
Ao todo, foram 15 jogos, com nove gols. Em mata-matas, ele marcou somente três vezes: duas nas oitavas de final (Noruega, em 2026, e Coreia do Sul, em 2022) e uma nas quartas (Croácia, em 2022). E contribuiu com assistências contra a Colômbia, nas quartas de 2014, e contra a Coreia do Sul, há quatro anos.
A melhor campanha da seleção brasileira com seu camisa 10 foi o quarto lugar em casa, mas manchado pelo 7 a 1 da Alemanha na semifinal. Em 2018 e 2022, o time foi até as quartas de final, enquanto não passou das oitavas neste ano, quando ele foi um mero coadjuvante sem condições físicas de contribuir.
Passagem pouco vitoriosa pela seleção brasileira
Sem conquistar o principal torneio, Neymar também passou em branco em três Copas Américas, com duas quedas nas quartas de final. Numa delas, em 2015, nem sequer participou porque foi expulso por agredir um colombiano no segundo jogo e pegou quatro partidas de suspensão.
Ausente na campanha do título de 2019, por estar lesionado, o atacante só teve chance real de levantar o troféu em 2021, mas o Brasil perdeu a final paraArgentina, em pleno Maracanã.
E assim, a única conquista com a seleção brasileira principal foi a Copa das Confederações de 2013, quando foi protagonista na campanha, inclusive na final contra a Espanha. O outro título foi com a equipe sub-23, mas é histórico, com a primeira medalha de ouro em Olimpíadas do país no futebol, na Rio-2016.
Camisa 10 fez muitos gols, mas...
Que o camisa 10 foi o principal nome nesse período não se discute. Não à toa, tornou-se o maior artilheiro na história da Seleção. Dos 80 gols (além de 58 assistências), 22 foram de pênalti e a grande maioria saiu em amistosos (46).
Nas competições, Neymar marcou nove vezes em Copas do Mundo, quatro na Copa das Confederações, cinco em Copas Américas e 16 nas Eliminatórias. Em mata-matas, balançou redes sete vezes, mas também passou em branco em sete desses tipos de jogos.
Já na qualidade dos adversários, foram 28 jogos contra as grandes seleções, com 11 gols marcados. Neste recorte, foram três gols contra a Argentina (em 11 partidas), e o Uruguai (em seis).
Neymar também marcou uma vez contra França e Itália (em dois jogos), Portugal, Espanha e Alemanha (em um). E passou em branco ao enfrentar a Inglaterra (três vezes) e Holanda.
No geral, a principal vítima foi o Japão, que sofreu nove gols.
As seleções que Neymar balançou redes
- Japão: 9 gols
- Peru: 6
- Bolívia e Estados Unidos: 5
- Croácia, Coreia do Sul, Equador e Colômbia: 4
- Argentina, Uruguai, África do Sul e China: 3
- Chile, Paraguai, México, Costa Rica, Turquia, Camarões e Escócia: 2
- França, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha, Noruega, Tunísia, Venezuela, El Salvador, Áustria, Panamá, Austrália e Iraque: 1
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