O diretor de operações da Copa do Mundo Feminina 2027, Thiago Jannuzzi, defendeu a paralisação do futebol brasileiro durante a disputa do Mundial, entre os dias 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. O dirigente também destacou que a medida partiu da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), junto ao Governo Federal.
"[A paralisação] é apresentada como requerimento para um país sediar o evento, então quem se candidata a receber, se candidata conhecendo esse requerimento. Foi uma vontade da CBF junto com o Governo Federal, eu costumo dizer que não é um projeto de uma Federação, mas é um projeto de país também", afirmou ao 'ge', em entrevista publicada nesta sexta-feira (14), destacando os benefícios na economia que o torneio pode gerar.
No total, oito cidades foram escolhidas para sediar a competição: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre, onde serão disputadas as 64 partidas das 32 seleções classificadas.
Thiago seguiu argumentando em favor da medida. "Esse requerimento de fato é necessário, porque quando você paralisa tantos estádios, você quase que inviabiliza o resto do calendário. Obviamente tem praças para jogar, só que os clubes que mandam seus jogos nos seus estádios se sentiriam prejudicados caso não pudessem fazer isso", ressaltou.
"Isso já virou rotina no futebol brasileiro, seja pela Copa Feminina, Copa de Seleções Masculina, Copa de Clubes, Copa América. Todo meio do ano já deve ser encarado com uma pausa em todos os planejamentos de todos os clubes, porque vai fazer parte do calendário daqui para frente", concluiu.
"Agora [na Copa masculina], foram mais de 70 dias sem receitas. Isso maltrata a gente. Continuamos tendo que pagar salários, [direitos de] imagem, leis sociais, sem ter outras receitas. Então, esse tipo de evento que se sobrepõe ao calendário local, tira datas de você, espreme mais o calendário e te força a ter pressões financeiras que você não teria em um ano convencional", argumentou, no último dia 26 de julho.
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