Reunião entre CBF e clubes das séries A e B aconteceu em um hotel na Barra da TijucaLuciana Vermell / CBF

Clubes brasileiros aprovaram a proposta da CBF de reduzir o número de estrangeiros gradualmente no Campeonato Brasileiro, em reunião fechada nesta segunda-feira (21). Contudo, torcedores de grande parte das equipes não gostaram da decisão e a estão questionando por meio das redes sociais.
A expectativa da CBF é de que, com a redução no número de jogadores de outros países, os clubes voltem a dar oportunidades para jogadores das categorias de base. Na série A, apenas Flamengo e Bahia foram contrários.
A meta da CBF é que o limite máximo seja de apenas cinco estrangeiros por jogo, mas a mudança será feita aos poucos, diminuindo um por ano até 2030, para não prejudicar o planejamento das equipes.
Na visão de grande parcela das torcidas, a decisão pode resultar em desigualdade para as equipes que têm mais dinheiro que as outras, além da hipervalorização do mercado interno de atletas.
"Não é possível que a CBF realmente acredite nesse papo de que a Seleção não tem mais ganhado Copa por causa do número de estrangeiros aqui né", disse um usuário por meio do 'X', criticando uma possível coorelação que a entidade máxima possa ter feito entre o fracasso da seleção nacional e a quantidade de estrangeiros no futebol brasileiro.
Além dessa nova regra, a CBF também aprovou uma mudança na inscrição dos jogadores, semelhante ao modelo da Premier League. A partir do próximo ano, dos 50 jogadores inscritos nos campeonatos nacionais, ao menos 20 precisarão ter até 23 anos, e gradualmente, esse limite irá atingir 25 atletas ao todo.
Mesmo com essa outra mudança, os torcedores ainda acreditam que o prejuízo esportivo será imenso, visto que a realidade financeira dos clubes brasileiros está muito abaixo do resto do mundo.
Um flamenguista respondeu com ironia a situação: "Ótimo, agora o Flamengo quando precisar vender um jogador do nível de Vinicius Júnior vai ter que repor com um aleatório da base de 18 anos hahaha muito inteligente", indagou, com intasfação.
Outro internauta respondeu: "Pois é, já que aprovaram isso aí, então deviam ao menos fazer uma lei que proíba os clubes de vender jogadores com menos de 21 anos, simples. Nosso último craque geracional (Neymar) só se tornou o que é porque concluiu a base inteira dele no Brasil, se tivesse saído com 18 anos tinha ganhado massa e virado um engessado igual fazem com todos nossos talentos hoje em dia lá na Europa".
*Reportagem do estagiário João André Pombo, sob supervisão de João Vitor Cravo