Raphinha é o jogador da seleção brasileira com melhor início de temporadaRafael Ribeiro/CBF

A seleção brasileira tem Raphinha, Vini Jr, Endrick e Estêvão confirmados para o ataque neste início de ciclo até a Copa de 2030. A opção de Carlo Ancelotti não chega a surpreender diante do que deseja, mas, ainda assim, o quarteto titular para o amistoso de sexta-feira (25), às 7h (de Brasília), contra a Austrália, não vive bom momento.
A exceção é Raphinha, o grande nome do futebol europeu neste inicio de temporada. O jogador do Barcelona vive um de seus melhores momentos na carreira e marcou 14 gols em apenas oito partidas, além de 3 assistências.
Referência de sua equipe, ele tem jogado como centroavante, participou diretamente de gols em todos os jogos e chega com status para ser o nome da seleção brasileira neste início de trabalho. Raphinha, entretanto, terá de apagar o histórico recente com a amarelinha, com atuações ruins e baixa produtividade na Copa do Mundo de 2026.

Ancelotti confia em recuperação de Vini Jr

Outra referência do time de Carlo Ancelotti, Vini Jr vive situação oposta. Depois de brilhar no Mundial, o atacante está em baixa no Real Madrid, sofre críticas pelas atuações e já ouviu até vaias da torcida, apesar de elogios a Mourinho à nova postura de ajudar mais na defesa.
Coadjuvante neste início de temporada, marcou apenas um gol, há praticamente um mês, no 4 a 1 sobre o Real Sociedad, pelo Campeonato Espanhol. Ainda assim, contribuiu com três assistências, mas passou em branco nas últimas partidas.
"O momento dos dois é diferente. Obviamente, Raphinha está fazendo uma coisa espetacular em uma posição que não era sua, mas parece que agora é sua também. E o Vini pode ser que não esteja em seu melhor momento, mas a convicção que temos dos dois é que vão ser jogadores fundamentais para o futuro", disse Ancelotti.

Jovens sem oportunidade nos clubes

Além dos dois mais experientes, o técnico da seleção brasileira confia também na juventude de Estêvão, seu homem de confiança antes de se machucar e ficar fora da Copa, e Endrick. O problema é que ambos estão sem espaço em suas equipes e não têm ritmo, já que pouco atuaram nos últimos dois meses.
O jogador do Chelsea tem um pouco mais de minutagem, porque entrou em campo seis vezes. O problema é que virou um reserva de Xabi Alonso e conseguiu jogar quando o técnico poupou seus titulares nos dois jogos da Copa da Liga Inglesa.
Desta maneira, Estêvão pôde jogar 80 minutos contra o Luton Town e outros 45 contra o Leeds. O problema é que, nas quatro partidas importantes com o time principal, ele entrou sempre no fim, tendo somado apenas 23 minutos.
"Para nós, Estêvão e outros jovens são muito, muito importantes. E, mesmo se ele não jogar, não tiver minutos no clube, eu vou chamá-lo porque pensamos que é muito importante para o futuro", avisou o técnico italiano.
A pior situação é a de Endrick, que só jogou uma vez e por quatro minutos mais os acréscimos. O jovem de 20 anos teve um problema físico no início de trabalho com José Mourinho e ficou fora das primeiras partidas, perdendo espaço na forte concorrência do Real Madrid.
Relacionado quatro vezes, ele não saiu do banco em três e a situação já abre a possibilidade para que seja emprestado mais uma vez no fim do ano. Até lá, terá que conquistar espaço para não correr o risco de ficar fora também da seleção brasileira, como aconteceu em 2025, antes de ir para o Lyon.