Gianni Infantino, atual presidente da FIFAFabrice Coffrini / AFP
Infantino admite chance de liberar fundos extras às 211 federações
Presidente da Fifa enviou uma carta a todos os países-membros da entidade com informações sobre os pagamentos adicionais
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, abriu nesta segunda-feira (28) a possibilidade de um aumento nos repasses financeiros às 211 federações-membro da entidade, cujo Conselho avaliará pagamentos adicionais em sua reunião no dia 15 de outubro.
Em uma carta enviada aos presidentes das seis confederações continentais, à qual a "AFP" teve acesso, Infantino disse que apoiaria "o nível mais alto de recursos adicionais que pode ser repassado de forma responsável", mas ressaltou que nenhum dos valores atualmente em discussão constitui um compromisso aprovado.
O dirigente ítalo-suíço disse que sua proposta abandonada de criar uma sociedade comercial aberta a investidores privados tinha a intenção de aportar recursos adicionais para o futebol.
Em 18 de setembro, Aleksander Ceferin e Victor Montagliani, presidentes da Uefa (Europa) e da Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe), respectivamente, afirmaram que cada uma das associações da Fifa deveria receber US$ 10 milhões (R$ 52 milhões na cotação atual) no período de quatro anos entre 2027 e 2030.
"Apoiarei o nível mais elevado de recursos adicionais que pode ser disponibilizado de forma responsável por meio do processo de governança adequado da Fifa", afirmou Infantino.
No início de setembro, a Fifa confirmou que o ítalo-suíço concorrerá à reeleição em março do ano que vem, apesar das críticas recebidas por seu plano, que acabou não se concretizando, de abrir as Copas do Mundo e as competições da entidade a investidores externos.
O atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, informou no meio do mês de agosto que iria disputar a reeleição. Mesmo com grande rejeição, vinda principalmente das entidades europeias, após tentar vender 20% dos direitos da Copa do Mundo para um fundo de investimento privado, o suiço se mantém esperançoso por conta do apoio "unânime" da confederação africana (CAF) e de uma parcela da confederação sul-americana (Conmebol).

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