Samir Xaud, atual presidente da CBFStaff Images / CBF

Após ser acusado de uma suposta manipulação de resultado em 2023, o jogador Thiago Souza cobra uma indenização de mais de R$ 600 mil da CBF. O atleta negou ter participação em qualquer ato ilícito e alega que a acusação causou problemas psicológicos, como depressão profunda e síndrome do pânico após ser taxado de desonesto.
O jogador tenta receber a indenização desde o ano passado. Segundo a "ESPN", Thiago Souza acionou a Justiça de São Paulo e alegou que "ficou com depressão profunda, recluso dentro de sua residência, adquiriu síndrome do pânico, taxado de desonesto por todos". O valor cobrado é referente aos salários que ele deixou de receber após ser dispensado do clube.
O caso aconteceu no Campeonato Amazonense de 2023. Na ocasião, o Iranduba foi goleado por 7 a 0 pelo Amazonas, o que gerou desconfiança de fraude por parte da organização do torneio e da confederação. A SportRadar, empresa contratada pela CBF para realizar uma auditoria na partida, entendeu que existiam fortes indícios de manipulação no resultado do jogo para beneficiar um determinado apostador.
Após receber a análise da empresa, a CBF notificou a Federação Amazonense para aplicar as penalidades aos supostos envolvidos. O presidente Ednailson Rozenha acusou jogadores do Iranduba de estarem envolvidos com casas de apostas. Thiago Souza, no entanto, sempre negou ter participação em qualquer ato ilícito e ressaltou que desconhece qualquer aliciamento de atletas de sua equipe.
Apesar de negar a participação, Thiago Souza foi condenado a pagar R$ 100 mil e ainda recebeu suspensão de 200 dias. O jogador recorreu a instâncias superiores, tendo sido absolvido de todas as acusações, já que não foram atestadas provas em seu desfavor. Porém, ele alega que foi prejudicado pelas acusações, que foi dispensado, deixou de receber salários do Iranduba e perdeu contratos.