Botafogo contra todos os santos

História do San Lorenzo, time do Papa Francisco, tem semelhanças com a do Botafogo

Por pedro.logato

Rio - Botafogo e San Lorenzo têm mais em comum do que imaginam. Duas torcidas sofridas, que tiveram problemas com seus estádios e viveram seus anos dourados na década de 60. Talvez, o time argentino tenha uma arma extra: o Papa Francisco é torcedor fervoroso da equipe que foi fundada por um grupo de jovens, incentivados por um padre salesiano, Lorenzo Massa. Se o Botafogo precisar apelar para a oração no jogo de terça, no Maracanã, o tiro pode sair pela culatra.

No passado, as duas equipes já rezaram por um mesmo santo. Loco Abreu foi ídolo dos times e tem média de gols de 0,58 por partida em cada um deles. Outro conhecido do futebol brasileiro que começou no time argentino foi Doval, que fez história com as camisas de Flamengo e Fluminense.

Papa Francisco torce para o San LorenzoEfe

Fundado em Almagro, o San Lorenzo hoje fica no bairro de Boedo e viveu um drama em 1979. A prefeitura comprou o estádio para revitalização. Era época de ditadura e a diretoria não pôde dizer não. Além de perder o histórico estádio, o time virou nômade, caiu para a segunda divisão e ainda enfrentou um jejum de 21 anos sem títulos, que só seria quebrado em 1995, com importante participação do brasileiro Silas. Histórias que lembram a do Glorioso, que ficou o mesmo número de anos sem troféus, vendeu a sede de General Severiano e foi campeão nacional em 95.

Se os botafoguenses são conhecidos por sua superstição e pela famosa frase “tem coisas que só acontecem ao Botafogo”, o San Lorenzo tem uma torcida que se chama ‘Os Santos’ porque usam apenas palavras de Santo Antônio para desenvolver sua paixão pelo clube. Paixão é fé para ninguém colocar defeito.

Time joga na cadência de Romagnoli

O San Lorenzo sonha com o primeiro título na Libertadores e teve que recomeçar, pois o treinador campeão do Torneio Apertura, Juan Antonio Pizzi, deixou o clube e acertou com o Valencia, da Espanha, sendo substituído por Edgardo Bauza, técnico campeão da Libertadores de 2008 com a LDU, vencendo o Fluminense na na final.

Em campo, Leandro Romagnoli dita o ritmo da partida. Camisa 10 clássico, com muito talento, ele fez 17 partidas e marcou um gol no título do torneio Apertura. O time costuma jogar no 4-2-3-1 e tem como seu ponto forte a armação de jogo com os habilidosos Romagnoli e Piatti.

O time se reforçou e trouxe os atacante Mauro Matos , Nicolas Blandi e o defensor colombiano Carlos Valdés, que jogava nos Estados Unidos. No entanto, perdeu a jovem promessa Alan Ruíz para o Grêmio.

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