Ex-presidente do Botafogo confia em transição para modelo clube-empresa até o final do ano: 'O dinheiro vai voltar'

Dirigente disse não temer a fuga de recursos após a crise mundial gerada pela pandemia do COVID-19 e projetou o começo das atividades para antes do término de 2020

Por Lance

Carlos Eduardo Pereira ao lado de Nelson Mufarrej
Carlos Eduardo Pereira ao lado de Nelson Mufarrej -
Rio - O ex-presidente do Botafogo Carlos Eduardo Pereira, um dos responsáveis por colocar em prática a mudança de gestão no futebol profissional alvinegro para o modelo clube-empresa mostrou otimismo quanto ao andamento do projeto que promete salvar as finanças do clube. Em entrevista ao blog do jornalista Paulo Vinícius Coelho, publicada neste sábado, o dirigente disse não temer a fuga de recursos após a crise mundial gerada pela pandemia do COVID-19 e projetou o começo das atividades para antes do término de 2020.

"As coisas vão se reacomodar num prazo razoável. O dinheiro vai voltar. Quem tem dinheiro em Bolsa de Valores, que é aplicação de risco, sabe que perderá agora, mas que esse dinheiro vai aos poucos retornar. Então, não vai inviabilizar nada. É bom a China estar se recuperando rapidamente, mas julgo que europeus e norte-americanos também vão se recuperar. A ideia é que a sociedade nasça antes do final do ano", afirmou CEP.

O otimismo de Carlos Eduardo Pereira contrasta com a opinião de especialistas e dirigentes no Brasil, que preveem impactos econômicos pela paralisação das competições geradas pela pandemia global. As projeções são de abalos nas finanças de quase todos os clubes nacionais e internacionais em razão da perda das principais fontes de recursos como bilheterias, programas de sócio-torcedor, venda de produtos licenciados, cotas de TV e negociação de jogadores.

O Conselho Deliberativo do Alvinegro aprovou, por unanimidade, em dezembro do ano passado, a transição do da gestão futebolística do clube para o modelo empresarial. O projeto S/A é a grande esperança de torcedores e dirigentes para a reestruturação financeira do clube, que tem dívidas em valor que se aproxima de R$1 bilhão. 

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