Rio - Artur Jorge criticou a não intervenção do VAR na entrada de Hugo Moura em cima de Tchê Tchê durante o empate do Botafogo com o Vasco por 1 a 1, neste sábado, em São Januário. O atleta do Cruz-Maltino tentou fazer um corte e acertou a canela do capitão do Alvinegro. O treinador relatou que foi obrigado a tirar o camisa 6 de campo e revelou que não sabe quando poderá contar com ele.
"Vocês têm que fazer essa análise também. Acho que é importante voltar a tocar naquilo que aconteceu já no jogo frente ao Fluminense. Uma entrada violentíssima sobre o Tchê Tchê, obrigou-me a tirar de campo na segunda parte. Tem uma ferida aberta, não sei quando vou ter novamente para jogar. Uma entrada violenta em que o VAR tem que intervir", disse Artur Jorge.
"Isto é criticar e ficar insatisfeito com momentos do jogo que condicionam, que alteram e que possam passar passar impunes. É a segunda vez, falo por ser a segunda vez. Admito, aceito que naquele momento rápido seja impossível de se perceber ou difícil, pelo menos. Mas com a imagem parada, o jogo parou... Eu já vi a imagem. Não pode passar impune uma entrada daquelas, como já aconteceu frente ao Fluminense, em nossa casa, no primeiro tempo também", prosseguiu.
O treinador também fez uma análise da partida. Ele ressaltou que não existem favoritos em clássicos, mas destacou que o grupo não ficou satisfeito com o resultado. Em caso de vitória, o Botafogo dormiria na liderança.
"Um clássico é sempre um clássico, sempre um jogo onde não existe favoritismo. Jogos normalmente muito equilibrados. Creio que hoje tivemos aqui um jogo também equilibrado. Uma análise que faço é em função do resultado. Não é um resultado que nós, Botafogo, precisamos ficar satisfeito", analisou o treinador.
"Em um contexto de continuidade, de uma prova longa, é mais um ponto somado fora de casa. Isso já só por si, pode fazer com que nem tudo seja mal, mas naquilo que é o Botafogo que idealizo e a julgar também pela desilusão dos meus atletas, não ficamos satisfeitos com esse resultado", finalizou.
"É mais uma ferramenta. Nós temos um Brasileirão muito equilibrado, com boas equipes, equipes muito competentes. Temos que estar sempre a procura de argumentos para poder ser superior ao adversário. Uma das ferramentas é a questão das bolas paradas, que tenha resultado ofensivamente. Temos trabalhado também aquilo que é o momento defensivo", destacou o técnico.
"São dois momentos muito específicos, muito próximos da nossa área. Normalmente, há muita gente dentro da área, ofensiva ou defensivamente. É importante que possamos continuar a trabalhar e a conseguir ter, acima de tudo sucesso, porque nem sempre o sucesso chega. É mais uma ferramenta, porque tudo conta, tudo é detalhe, tudo é importante para aquilo que é a busca do resultado", concluiu.
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