Davide Ancelotti será o técnico do Lille na nova temporada europeia, no primeiro trabalho na função desde que deixou o Botafogo no fim de 2025. A opção por não seguir no Glorioso foi motivada pela demissão do preparador físico Luca Guerra, mas o italiano revelou outra questão que também pesou: a indefinição sobre o futuro da SAF alvinegra.
"Na verdade, depois de cinco meses, não havia mais presidente, porque John Textor estava de saída. Eu não fazia ideia do que aconteceria dali para frente, então decidi pedir demissão. Eles não me demitiram, porque nem havia um presidente para fazer isso (risos)", afirmou em entrevista ao jornal francês 'L'Equipe'.
Davide Ancelotti ainda mostrou gratidão ao empresário estadunidense, que lhe deu a primeira oportunidade como técnico profissional e atualmente está afastado do comando da SAF.
"John Textor confiou em mim, e eu sempre serei grato a ele por isso. Mas, depois, houve muitos conflitos e eu me senti muito sozinho".
"Davide é 100% cavalheiro, é um treinador novo e profissional que nunca tive um único desentendimento. É verdade que nosso departamento de futebol teve diferentes visões sobre estafe para a próxima temporada, mas eu respeito os princípios de um treinador leal em não aceitar essas decisões", disse o estadunidense à época.
A passagem de Davide Ancelotti pelo Botafogo
Davide Ancelotti teve a primeira experiência como técnico profissional no Botafogo. Ele assumiu no segundo semestre, após o Mundial de Clubes, e esteve à frente do time em 33 jogos, com 15 vitórias, 11 empates e sete derrotas.
"A experiência foi boa porque, apesar de todas as dificuldades, das saídas, lesões, tivemos bons resultados. Mas as expectativas eram grandes demais para o elenco, que havia mudado completamente", analisou.
Já no primeiro semestre de 2026, o italiano voltou a ser auxiliar do pai, Carlo Ancelotti, desta vez na seleção brasileira para ajudá-lo na Copa do Mundo.
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