Elenco da seleção brasileira se reúne antes de treinoRafael Ribeiro / CBF

A seleção brasileira que inicia a busca pelo hexa no sábado (13), contra Marrocos às 19h (de Brasília), conta com jogadores de quatro gerações diferentes de Copas do Mundo. Vai desde Neymar, em sua quarta participação, até jovens como Endrick e Rayan que estreiam no torneio e nem mesmo haviam nascido na conquista do penta.
Em uma mescla de 15 remanescentes de 2022 e 11 estreantes, o elenco brasileiro reúne bastante experiência com edições passadas - e também de traumas e decepções - com juventude. Para os mais velhos, é a última chance de reescrever esse histórico sem conquistas.

A última dança de Neymar e outros

Neymar segue em tratamento para disputar a quarta Copa da carreira - Rafael Ribeiro / CBF
Neymar segue em tratamento para disputar a quarta Copa da carreiraRafael Ribeiro / CBF
O principal nome dessa geração mais antiga é Neymar. Único do grupo presente em 2014, ele é quem mais vivenciou uma forte pressão pela conquista da Copa em casa. E carregou a decepção do corte nas quartas de final, com a memória do 7 a 1 para a Alemanha na semifinal mesmo sem já estar presente.
O camisa 10 teve outras duas edições para tentar apagar a tragédia de 2014, mas sofreu novas decepções com eliminações nas quartas para duas seleções menos tradicionais (Bélgica e Croácia). Junto a ele, estavam outros cinco nomes que voltam a ter uma chance de fazer diferente.
Alisson, Ederson, Danilo (do Flamengo), Marquinhos e Casemiro vão para a terceira Copa sabendo que pode ser a última deles. O zagueiro do PSG e os dois goleiros ainda têm chance de estar em 2030, mesmo com mais de 36 anos.

Passagem de bastão na seleção brasileira

Vini Jr é a principal esperança do Brasil na busca pelo hexa - Kirk Irwin / AFP
Vini Jr é a principal esperança do Brasil na busca pelo hexaKirk Irwin / AFP
Por outro lado, há aquelas duas gerações que ainda buscam se firmar na seleção brasileira e na Copa do Mundo. Uma delas é encabeçada por Vini Jr, aposta para ser o principal destaque para o próximo ciclo, mas que já conta com a experiência de ter disputado uma Copa e vai para a segunda edição em 2026.
São nove jogadores nesse caso, alguns deles mais velhos e que devem se despedir, casos de Alex Sandro, Fabinho e Weverton. E outros com chance maior de seguir na Seleção e estar presente em 2030: Lucas Paquetá, Raphinha, Vini Jr, Bremer, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli.

Mais jovens não viram o último grande momento em Copas

Rayan é o mais valioso da seleção brasileira, avaliado em 100 milhões de euros (cerca de R$ 597 milhões)  - Mauro Pimentel / AFP
Rayan é o mais valioso da seleção brasileira, avaliado em 100 milhões de euros (cerca de R$ 597 milhões) Mauro Pimentel / AFP
 
Por fim, há os 11 estreantes no principal torneio de seleções, que ainda buscam se firmar no cenário internacional e criar uma história vitoriosa com a camisa do Brasil. Eles não trazem na bagagem as campanhas decepcionantes desde o penta, mas têm que encarar também o peso do jejum de 24 anos sem título.
Endrick e Rayan, de 19 anos, nem eram nascidos em 2002, enquanto Igor Thiago, Danilo Santos (do Botafogo) e Luiz Henrique eram bebês. Já Matheus Cunha, Éderson e Ibañez tinham menos de quatro anos e Gabriel Magalhães, menos de cinco, e portanto não tiveram tanta noção à época.
Os outros estreantes têm mais tempo de carreira: Léo Pereira, com 30 anos, e Douglas Santos, com 32, ainda buscam se firmar na seleção brasileira