Torcedores mostram confiança com estreia do Brasil na Copa e divergem sobre Neymar
Brasileiros marcam presença na Casa CazéTV, no Rio de Janeiro, para acompanhar a estreia da Seleção
Filipe Gabriel Teixeira e Maria Eduarda Lamônica foram torcer pela seleção brasileira na estreia na Copa do Mundo - João Alexandre Borges/Agência O Dia
Filipe Gabriel Teixeira e Maria Eduarda Lamônica foram torcer pela seleção brasileira na estreia na Copa do MundoJoão Alexandre Borges/Agência O Dia
Rio - A seleção brasileira dá o pontapé inicial na campanha rumo ao hexacampeonato mundial, neste sábado (13), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Sem conquistar o título há 24 anos, o Brasil já igualou o maior jejum de sua história e, mais uma vez, pode dar fim a seca na Terra do Tio Sam. No Rio de Janeiro, torcedores se reuniram na Casa CazéTV, no Armazém 3 do Píer Mauá, e mostraram confiança para a estreia.
"Expectativa bem grande. Marrocos perdeu alguns jogadores, então o Brasil pode ganhar. Acho que não vai ser um jogo difícil não. Começar pegando o mais difícil já ameniza um pouco, porque você vê em que nível está. Se pegasse o Haiti primeiro, poderia ser uma goleada e depois não saberia como chegaria para enfrentar o Marrocos. Então isso pode ser benéfico", disse Filipe Gabriel Teixeira, advogado, de 25 anos.
Filipe, que tinha apenas um ano quando o Brasil conquistou a Copa do Mundo pela última vez, sonha com o hexa. O advogado marcou presença na Casa CazéTV ao lado da mulher Maria Eduarda Lamônica, que também tem 25 anos e é química. Ambos mostraram entrosamento quando o assunto é Neymar, já que manifestaram desconfiança com a convocação.
"Eu acho que ele foi convocado só para amenizar uma pressão. Eu ficaria mais satisfeita se ele não fosse convocado porque significaria que estaríamos com os jogadores que acreditamos que o Brasil precisa ter para ganhar e não porque é uma celebridade. Mas já que foi, espero que melhore", afirmou Maria.
"Não concordo por não estar jogando nada. O João Pedro, que já estava no ciclo, seria bem mais benéfico. Ele não vai jogar nesse jogo (contra o Marrocos) e não deve estar no próximo (contra o Haiti). Ele era muito bom em 2022, mas não agora. Mas não tira o mérito dele na Seleção", completou Filipe.
Confiança em Ancelotti na busca pelo hexa
Sem conquistar o título mundial há 24 anos, o Brasil desembarcou nos Estados Unidos sob desconfiança do que pode alcançar. A seleção brasileira teve um ciclo conturbado e com quatro treinadores. Porém, a chegada do italiano Carlo Ancelotti resgatou a esperança no hexa. Maria Tereza Blanco, de 30 anos, vive a expectativa de comemorar mais um título mundial.
"Acho que é meio óbvio que é o jogo mais difícil, mas a expectativa é ver como vai ser sem um lateral. Mas estou confiante. Muito difícil (o ciclo) porque cada um tem uma filosofia de jogo, mesmo sendo parecidas. Foi um ciclo para arrumar a casa e relevar novos jogadores, como Endrick e Rayan. Mas estou feliz que ele (Ancelotti) veio", disse a servidora pública federal, que aprovou a convocação de Neymar.
"Eu comemorei a convocação, bati palmas e fiquei feliz. Acho que ele parece comprometido, mas acho que a presença é mais importante para outros jogadores que veem ele como referência. Acho que ele pode ajudar nesse sentido, de tirar o peso de outros jogadores como Vini Jr. Mas em campo acho difícil, acho que pode ajudar jogando poucos minutos", completou.
Maria Tereza Blanco acompanha a seleção brasileira na Casa CazéTV durante a Copa do MundoJoão Alexandre Borges/Agência O Dia
Nascida no Rio Grande do Sul, Maria Tereza é gaúcha, mas vive em Brasília. De férias no Rio de Janeiro, aproveitou para acompanhar a estreia da seleção brasileira na Casa CazéTV. Torcedora do Grêmio, ela declarou torcida pelo zagueiro Ibañez. Revelado no Fluminense, o defensor tem conexão com o Imortal e nunca escondeu a vontade de jogar no clube.
"Se perguntar quem que eu quero que faça gol, é o Ibañez. Estou torcendo muito por ele. Toda entrevista ele fala do Grêmio, então quero muito que ele faça um gol", contou.
Jorge Marcos Araújo, de 46 anos, é vascaíno e torce por gol de Rayan na CopaJoão Alexandre Borges/Agência O Dia
Já Jorge Marcos Araújo, de 46 anos, tem boas lembranças dos últimos dois títulos mundiais do Brasil. Porém, sonha com o hexa. Carioca e torcedor do Vasco, ele demonstrou confiança na seleção brasileira para a estreia contra o Marrocos e declarou torcida por Rayan, cria do Gigante da Colina e que foi convocado para a Copa do Mundo com apenas 19 anos.
"Expectativa grande, mas um pouco de medo porque o Marrocos na última Copa deu trabalho. Mas estou confiante que o Brasil vai trazer um outro nível de futebol e vamos ganhar. Precisamos ganhar para começar bem a Copa. A esperança esse ano está grande por causa do Vini Jr e Raphinha. E como vascaíno, também estou com a esperança de que ele entre e faça um gol", afirmou Jorge Marcos.
Por fim, Jorge Marcos também comentou sobre a convocação de Neymar. O craque, que está fora da estreia da seleção brasileira, disputará a sua quarta Copa do Mundo na carreira. Para o vascaíno, a última chance de conquistar o título mundial pode servir de estímulo para o camisa 10 se empenhar mais dentro e fora de campo.
"Eu gostei. Na hora fiquei assustado, mas pensei que ele é um nome que pesa. Ele não joga mais o que já jogou, mas o nome dele é grande e o mundo todo ficou feliz com a convocação dele. Ele deve voltar com uma vontade muito grande de ajudar o Brasil. Confio que ele vai voltar bem e quer ganhar essa Copa, que é a última dele", finalizou.
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