Mehdi Taremi em ação pelo Irã contra a Nova ZelândiaPatrick T. Fallon / AFP
Capitão do Irã cobra mais ajuda da Fifa: 'Tudo é um desastre para nós'
Mehdi Taremi e técnico Amir Ghalenoei criticaram problemas enfrentados nos Estados Unidos
A estreia da seleção iraniana na Copa do Mundo ficou marcada não apenas pelo empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, mas também pelas críticas à organização. Em meio às tensões entre Irã e Estados Unidos, jogadores e comissão técnica aproveitaram uma visita do presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir por mais apoio.
Após a partida, o capitão Mehdi Taremi confirmou que Infantino visitou o vestiário da seleção iraniana e ouviu as reclamações do grupo. Segundo o atacante, a presença do dirigente foi vista como um gesto positivo, mas ainda insuficiente diante dos obstáculos impostos pelos Estados Unidos, um dos países-sede.
"Com certeza ele quer tentar nos ajudar, mas também envolve outras coisas. Todo mundo sabe disso. Não preciso mencionar porque vocês sabem onde estamos. Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais. Vamos ver o que acontece no futuro", afirmou Taremi.
"Tudo é um desastre para nós", disse Taremi.
O próprio capitão da equipe sofreu na pele com o tratamento dado pelos Estados Unidos. Para sair do país e voltar à sua base da delegação no México, ele e um auxiliar técnico Saeid Alhouei foram submetidos a um atraso "injustificado" nos procedimentos de verificação migratória.
Outra situação delicada do Irã é o caso de outro jogador, Mehdi Torabi, que pode ficar fora das próximas partidas da Copa do Mundo. O motivo é que ele só tinha visto de entrada única nos Estados Unidos, o que obriga a ter que conseguir um novo para poder acompanhar a delegação contra Bélgica e Egito.
Além das dificuldades logísticas, membros da seleção demonstraram frustração pelo fato de dirigentes da federação iraniana terem sido impedidos de viajar para os Estados Unidos.
Diante do cenário caótico, o técnico Amir Ghalenoei fez uma reclamação direta a Infantino.
"Eu sei o quanto foi difícil para nós estarmos aqui. Quero falar sobre o ponto de vista humano. Nós fomos o time mais agredido na Copa do Mundo, por causa das condições e do efeito que criaram para nós, e isso foi uma injustiça para este time. Eles (Estados Unidos) não queriam nem que nós viéssemos para cá dois dias antes", disse Ghalenoei, em vídeo divulgado pela agência de notícias iraniana "Tasnim".

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