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Setor defensivo do Flamengo vira dor de cabeça

Vazado em dois jogos no Carioca e sempre saindo atrás no placar, time mostra que precisa reforçar o setor

Por O Dia

Abel conversa com os jogadores no treino: promessa de muito trabalho para ajustar o time rumo aos títulos
Abel conversa com os jogadores no treino: promessa de muito trabalho para ajustar o time rumo aos títulos -

Rio - As milionárias contratações de Gabigol e Arrascaeta, bem como a chegada de Rodrigo Caio e Bruno Henrique — apresentado nesta quarta, no Ninho do Urubu — deixaram a Nação rubro-negra exultante. Mas a confiança em ver um time jogando por música precisa ser fortalecida após as duas primeiras rodadas do Campeonato Carioca.

A vitória por 2 a 1 sobre o Bangu (sem o camisa 9 e o meia uruguaio) e o empate em 1 a 1 com o Resende (com os astros), mostraram uma equipe promissora para fazer gols. Mas também levantaram uma dúvida sobre o sistema defensivo, vazado duas vezes por adversários medianos e que estiveram à frente do marcador nas duas oportunidades.

O desequilíbrio entre os setores ficaram claros na partida realizada em Volta Redonda. Descontada a questão da falta de entrosamento e de ser início de temporada, a retaguarda rubro-negra carece de talentos que se comparem aos existentes no meio de campo e no ataque.

Sem Dedé, desejado pela diretoria, mas que ficou no Cruzeiro, a dupla de zaga se mostrou hesitante no Estadual. Seja com Rhodolfo e Rodrigo Caio (contra o Bangu) ou Leo Duarte e Matheus Dantas (diante do Resende), o Flamengo necessita de um líder para comandar o setor e tentar evitar alguns apagões. Juan, quando voltar à ativa, pode ocupar este posto.

Abel Braga reconhece que o nível ainda não é o ideal, mas prefere dar moral aos seus comandados. Ciente de que o Flamengo poderia ter rendido mais contra o Resende, mesmo indo a campo com uma formação alternativa, ele viu o empate como injusto. "O time não venceu, mas merecia. Teve domínio no segundo tempo. Foram duas estreias, jogadores que ainda não estão no melhor e sem conhecer as características dos colegas. Foi uma surpresa boa. Gabriel terminou com cãibras, Dantas também", disse.

Abelão sabe que também precisa equilibrar o meio de campo, aliando a presença de volantes de contenção com a de homens de criação para fazer companhia a Diego — material humano não falta, mas ajustes precisam ser feitos. De preferência contra o Botafogo, amanhã, no Nilton Santos.

"Claro que existe uma ou outra carência, mas isso aqui é Flamengo, tem um peso muito grande. Importante é que nisso tudo (várias opções) você cria um grupo. Que a gente não possa ter medo. Vamos somando", frisou Abel, que promete uma outra formação no clássico.

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