A vez de os filhos sentirem a mesma emoção dos pais

Geração que cresceu ouvindo histórias de 1981 agora pode ver ao vivo o bi da Liberta

Por O Dia

Mauricio e o filho João Victor vão assistir em casa à final da Libertadores
Mauricio e o filho João Victor vão assistir em casa à final da Libertadores -

João Victor Santos, de 14 anos, cresceu ouvindo Mauricio Oliveira, de 53, contar sobre os feitos do Flamengo comandado por Zico, principalmente sobre as conquistas da Libertadores e do Mundial. Esperava um dia poder vivenciar algo parecido que o pai, à época com 15 anos, pôde sentir no mágico ano de 1981. Agora, finalmente está perto desse momento.

"Meu pai contava sobre aquele time, sei que era muito bom. Acho que o de agora é parecido, está jogando tão bem quanto. Eu queria muito (vivenciar esse momento) e agora posso. Espero que seja campeão", afirmou João.

"Ele está vivendo o máximo como torcedor, assim como foi comigo naquela época. Acho que o Flamengo de 1981 era mais time. Zico, Andrade, Adílio... Era imbatível", lembrou Mauricio. Assim como João, os jovens rubro-negros se orgulham do passado sem saber qual era a sensação daquela conquista. Amanhã, eles podem se juntar a Mauricio e milhares de outros que esperaram 38 anos para ter a chance de soltar novamente o grito de campeão da Libertadores.

E até mesmo para quem já saboreou o título da Libertadores, o ano de 2019 será especial. Afinal, graças à evolução da tecnologia, os rubro-negros puderam acompanhar muito mais facilmente todos os passos do Flamengo até este momento.

"Naquela época era no radinho, né? Não tínhamos televisão em casa. Ficava escutando os jogos, ansioso para ver os gols depois. Como meu pai não tinha muito dinheiro e éramos 11 irmãos, só consegui ir ao Maracanã no jogo contra o Cobreloa. E os outros dois jogos da final foram pelo rádio mesmo. Agora é diferente, imagine como vai ser a emoção, podendo assistir na hora ao gol do título", disse Mauricio.

"Não dá para acompanhar os jogos pelo rádio, sem saber o que está acontecendo em campo", admitiu João, que, apesar de sócio-torcedor, só conseguiu ingresso nesta Libertadores contra o Emelec.

Do radinho de pilha para os jogos ao vivo pela TV, passando pela internet para acompanhar as notícias e rever os gols, o prazer de assistir ao Flamengo campeão segue o mesmo para Mauricio. Novamente acompanhando a final da Libertadores de casa, desta vez ele terá uma companhia especial para reforçar a torcida.

"Antes éramos eu e meus irmãos. Agora, com um filho, é só felicidade. Estava louco para isso acontecer. Depois de 38 anos poderei comemorar essa conquista do Flamengo com meu filho. Ele vai sentir o mesmo que eu em 1981, não vai ficar só nas histórias lá do passado", celebrou Mauricio.

Com a promessa do pai de ir ao aeroporto para recepcionar os campeões e ao Maracanã para ver o troféu, João vive a expectativa de sua maior conquista como torcedor, mas com a esperança de que se repita mais vezes. "Antes era cheirinho e agora tem que ser campeão, chegou a hora. Tomara que eu tenha mais sorte e veja mais vezes o Flamengo campeão da Libertadores, sem ter que esperar mais 38 anos".

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