'São Braz': multicampeão pelo Flamengo, dirigente muda o futebol brasileiro e tira um espinho que estava há 38 anos na garganta

Em entrevista ao Jornal O Dia, vice de futebol ressaltou o trabalho com os demais dirigentes, falou sobre a parceria com Bruno Spindel nas contratações, pediu paciência para Jesus definir o futuro, revelou que permanência de Gabigol está bem encaminhada e projetou 2020: "O que posso falar é que vamos atrás de jogadores para reforçar o elenco. Aqui no Brasil e lá fora"

Por Venê Casagrande

Quis o destino que a luminária virasse a auréola de Marcos Braz
Quis o destino que a luminária virasse a auréola de Marcos Braz -
Rio - As escrituras religiosas do Flamengo ganharam mais um integrante. Depois da chegada de Jesus e seus sete discípulos, e Cuéllar ser o apóstolo Pedro ao ‘negar Jesus’, o São Braz, padroeiro da garganta, deu o ar da graça para tirar um espinho que estava há 38 anos na goela da Nação Rubro-Negra. O trocadilho é uma brincadeira, mas pelas lentes do fotógrafo Ricardo Cassiano, os Deuses mostraram que o vice de futebol, que tem nacionalidade portuguesa, pode ser um Santo no Novo Testamento do clube.
Marcos Braz, pelas lentes do fotógrafo, parece ter uma auréola - Ricardo Cassiano
Em meio a rotina pesada, Marcos Braz aceitou dar entrevista ao Jornal O Dia para um bate-papo sério. A conversa aconteceu em um hotel em São Conrado e rendeu 66 minutos. O dirigente, que ostenta dois títulos do Brasileirão, um da Libertadores, um da Copa do Brasil e três Cariocas na carreira, ressaltou o trabalho em equipe da atual diretoria, falou sobre a parceria com o diretor de futebol Bruno Spindel nas negociações, disse que a permanência de Gabigol está bem encaminhada, projetou mais contratações impactantes para 2020, pediu paciência sobre o futuro de Jesus e garantiu: “Se ele fosse eliminado para o Emelec, eu viraria chacota”.

Foi um ano intenso. Faz um balanço de 2019?

"Acho que os resultados são inquestionáveis. Ganhamos o Estadual, fomos desclassificados na Copa do Brasil nos pênaltis, a gente ganhou uma Libertadores e ganhamos o Brasileiro. O Brasileiro é oito meses de disputa e é onde aparece o trabalho, onde mostra contundência no trabalho. No começo do ano, se você me perguntasse se ganharíamos isso tudo, eu falaria que o Flamengo ganharia um dos três títulos. Os resultados foram os melhores possíveis. Ainda tem o Mundial para disputar. Acho que o Flamengo não deve trazer a responsabilidade para este Mundial, mas não quer dizer que não estamos trabalhando duro para ganhar o campeonato."

Qual foi o maior acerto e o maior erro?

"Não tem maior erro. Não sei te falar qual foi o maior erro e o maior acerto. Em um ano você sempre erra. Eu acho que temos que analisar a conjuntura. Isso é importante e precisa ser falado. Em 38 dias de gestão, a gente teve uma tragédia no Ninho. As pessoas não se conheciam tanto. A minha relação com Bruno Spindel é totalmente diferente do era no começo do ano. A minha relação com Noval também. Eu acho que isso é geral. Eu não vou te falar qual é o maior acerto e o maior erro. Agora é ter calma para ajustar tudo."

A dupla Bruno Spindel e Marcos Braz durante apresentação de Rafinha - Alexandre Vidal/Flamengo
Você e Bruno Spindel se completam na hora de agir no mercado?
"Eu não vejo desta maneira. Eu vejo um ter uma relação com o outro muito reta e transparente. Isso facilita no dia a dia. No Conselho do Futebol, eu também não conhecia as pessoas e elas não me conheciam. Eu acho que 2020 poderá ser um bom ano neste sentido também."
Por conta do entrosamento entre os dirigentes?
"Isso. Não é só o time do campo que precisa de entrosamento. O jeito das pessoas, o que as pessoas gostam. Eu acho que vamos ter um grande 2020."

Ainda sobre a dupla Braz e Spindel. Qual é a estratégia de vocês para conseguir sucesso nas negociações?
"É simples. Quem acha que vai 'jogar' comigo e com ele está perdendo tempo. Porque se eu falar com alguém, ele vai saber. E quem fala com ele, eu fico sabendo. Eu tenho uma relação muita boa com as pessoas do mercado. Quando você está no Flamengo, isso é grau facilitador."
Braz, com Spindel e Pelaipe, no dia da apresentação de Gerson e Marí - Alexandre Vidal/Flamengo


Qual é a importância do gerente de futebol Paulo Pelaipe no Flamengo?
"O Pelaipe é o cara que tenho mais relação diária para mandar ou pedir demandas. Eu faço pelo Bruno também, mas tem coisas, como saber como foi o treino, recuperação de jogador. O Pelaipe fica lá de oito da manhã até oito da noite... ele executa muito essas demandas do dia a dia. Às vezes Bruno está em outras demandas e eu falo com Pelaipe. O cara que tenho mais ligação no futebol é ele."

Qual título brasileiro foi mais emocionante: de 2009 ou 2019?
"Título é igual a filho. Não tem melhor. Não tem mais bonito ou mais feio. Eu tenho uma Copa do Brasil (2006) que era um outro Flamengo. Eu era diretor de futebol e fui campeão em cima do Vasco. Em 2009, eu já era mais protagonista, sendo vice presidente. Era um outro mundo no futebol. Não tinha os blogueiros, não tinha mídia social tão forte. Aí vem o de 2019. A gente consegue ganhar um Brasileiro, uma Libertadores e um Estadual. Ganhar uma Libertadores, Venê, é o sonho de criança. Ser campeão da América. A Libertadores é diferente, mas não é mais bonito que o Brasileiro de 2009. O de 2009 foi muito importante para a minha vida."
Mas Libertadores é o filho com mais carinho?
"É o filho mais chegado (risos). Não é mais carinho, é mais chegado. Isso é um processo normal da vida. Eu não tenho menos carinho. Tenho uma relação mais próxima. Tem o Mundial aí, né. Quem sabe?!"
Por falar em Mundial. Está confiante para levantar mais um caneco?
"A gente tem uma semifinal ainda. Um jogo que pode ser fortíssimo, caso seja o Al Hilal. O time é muito forte. Temos que passar por essa semifinal ainda. Sem clima de já ganhou. Se passarmos, a gente pensa na final."
Marcos Braz e Bruno Henrique posam para foto com a taça da Libertadores - Alexandre Vidal/Flamengo


Você enfrentou resistência dentro do clube para contratar Jesus?
"Não, mas se o Jorge Jesus sai para o Emelec, eu viraria chacota. Eu quero te recordar aqui... o Flamengo sai do jogo contra o Athletico-PR, vai jogar contra o Emelec eliminado da Copa do Brasil e perde por 2 a 0. Tudo isso em um período de 20 dias. Se o jogo na volta não fosse o final que foi, eu não sei se nós teríamos vida fácil. Poderíamos ter os resultados no Brasileirão, mas mais questionado. Nesses 20 dias, se você for fazer uma pesquisa na internet, eu acho que uma parte da imprensa não deu tempo suficiente para o Jorge. Ou seja, eu ia ficar como uma pessoa que trouxe um português e mais sete pessoas e que não deu certo. Mas o final não foi esse. A gente sempre teve certeza que ele daria certo. Os times do Jorge sempre foram times que a torcida do Flamengo gostou. Jogando para cima, para dentro, com futebol bonito. Ele sempre jogou desta maneira com times inferiores e menores. A gente achava que isso poderia ser importante. Ele joga da maneira que a torcida gosta."
Qual foi o segredo para acertar em todas as contratações?
"Eu acho que para você contratar Rafinha, Gabigol, Filipe Luís, Arrascaeta, que são jogadores conhecidos, é muito mais saber como contratar do que analisar outras coisas. Lógico, a gente tem um departamento muito bom que dá as informações, mas depois precisa definir como vai fazer. Tem um pouco de tudo. Um pouco de conhecimento de futebol, sorte, tem que ter tudo. A gente sempre vai procurar apontar para um jogador que se tenha mais identidade com o Flamengo. Acho que a gente teve esse cuidado. Filipe Luís, Rafinha... São jogadores que queriam jogar no Flamengo. Isso não sai no 'scouter' que o cara quer jogar no Flamengo. É conhecer o mercado. Saber perguntar para as pessoas certas qual foi o histórico do jogador em tal lugar. É um pouco de tudo. De fato acertamos muito, mas é mérito de todo mundo. Mérito do Landim que acreditou."
Braz e Gabigol na apresentação do atacante, em janeiro - Alexandre Vidal/Flamengo
E o Gabigol que você era o mais animado com a contratação. Qual argumento você usou para convencer a todos dentro do clube?
"Eu achava que o Flamengo precisava de um jogador assim, dessa atmosfera. Não me preocupa se vou ter um pouco mais de trabalho ou não. Se eu posso ter um pouco mais de risco ou não. Falaram muita coisa. Eu não encontrei nada disso. Encontrei um jogador focado, que cumpre as determinações, os horários, treina com intensidade. Eu não tive dificuldade nenhuma. Eu gostava dele e achava que precisava de um jogador como ele. Talvez um ou outro com menos entusiasmo, mas esse sucesso é de todos e não só meu."
Essas pessoas hoje te dão parabéns pela contratação?
"Eu acho que dão parabéns ao Flamengo e não a mim. Quem assina é o Landim. Eu acertei, então todos acertaram."


Guardada as devidas proporções, o Gabigol é o seu Adriano de 2019?
"(Um sorriso de canto antes de responder) O Adriano foi campeão brasileiro e artilheiro. Isso deve acontecer com ele também. Era outro mundo. Não dá para comparar. Mas, quando o Adriano veio, ele veio menos questionado. O Gabriel veio com 22 anos, eu tinha certeza que ia dar certo. Uma contratação que tinha certeza do sucesso. Conversei com ele antes. Conversei com os empresários dele antes. Conversei com a família. Todos estavam animados. Deu certo. Isso que vale."
O que falta para sacramentar a permanência de Gabigol?
"Tem alguns ajustes ainda, mas temos esse Mundial. Agora, com esse Mundial, a gente vai tratando e vai esperando o Mundial passar. Não tem muito o que falar. Ele tem a intenção de ficar, e o Flamengo de contratar. Eu estou muito à vontade para falar deste assunto. Desde o começo de janeiro, eu sempre tratei este assunto com uma lupa e prestando atenção nas movimentações."

Há pouco tempo você disse que só faltava a resposta de Gabigol. Essa resposta já veio?
"O empresário dele está viajando, chega aqui na semana que vem. Vamos ver se é possível acabar de ajustar. Mas semana que vem vamos viajar para o Mundial. Muito provavelmente isso ficará para depois do Mundial."

Ele ficando, o contrato dele com o Flamengo será de quanto tempo?
"O Flamengo tendo que comprar é no mínimo de quatro anos. Acho que vai ser por aí. Até pela idade e o preço que terá que pagar. O tempo é a garantia para que o retorno financeiro seja equacionado."
Marcos Braz posa para foto durante entrevista para o Jornal O Dia - Foto: Ricardo Cassiano/Agencia O Dia


O valor do investimento será de quanto caso a compra seja efetuada?
"É o que está saindo por aí!"

Cerca de 15 milhões de euros?
"É o que está saindo por aí!"

Eu já li de 12 a 22 milhões de euros. Qual está certo?
"Faz a média disso."

Para encerrar o assunto Gabigol...
"Quando o empresário chegar, a gente vai continuar devagarinho. A nossa ideia é tratar esse assunto."

Com as três partes bem encaminhadas?
"Bem encaminhadas."

Vocês precisam ir à Itália sacramentar o negócio?
"Não, mas se tiver que ir, não tem problema."
O olho no olho é importante na hora de contratar?
"Sim. Muito. Em todas as negociações eu sentei para conversar antes. Todos eu conversei e olhei no olho. Tem que tomar um cafézinho com o jogador (sorriso de canto). Até para mostrar o que é o Flamengo, qual é o pensamento da diretoria. Para os jogadores mais complicados de contratar, a gente apresenta uma saída que não fosse traumática para ninguém. Você quer contratar Rafinha e Filipe Luís, com anos de Europa, a adaptação não é certa. A gente sempre apresentou uma saída em que não fosse traumática para ninguém. Vem que vamos ajustando. Isso foi feito com Jorge Jesus também."
Antes de contratar Gabigol, Braz tomou café com o jogador no Rio de Janeiro, em dezembro - Reprodução


E a chegada de Jesus. Há quem diga que a negociação para trazer o português daria um livro. Por quê?
"Não tem muito dos bastidores e do que contar. Eu sou português, tenho dupla nacionalidade. Em um momento pensamos se poderíamos ir por este caminho. O Abel pediu para sair... Eu já estava em Portugal vendo outras coisas, o Bruno foi me encontrar lá, conversamos com Jorge Jesus, e depois Landim sacramentou tudo (em seguida uma piscadinha)."
 
Por falar em Jesus. Ele vai ficar em 2020?
"Jesus tem contrato até 30 de maio de 2020. O Flamengo vai fazer sempre o possível para manter quem deu certo. A minha relação com Jorge é boa e contínua. Eu viajo com o time, estou toda hora com Jorge, é tratar com naturalidade. Eu não posso botar pressão em uma situação que todos sabem que o Flamengo quer que ele continue. Ele entregou uma Libertadores, um Brasileiro, deixa ele ir no tempo dele."
E a cláusula que permite quebra de contrato sem multa em dezembro?
"O Jorge Jesus tem uma cláusula que pode sair sem pagar multa. O que isso mostra? Mostra a boa intenção do Flamengo. A ideia de criar uma boa relação. Isso da cláusula, com o Mundial, ninguém vai exercer nada. Não tem o que abordar. Isso era um caso se não tivesse o Mundial. Tendo o Mundial, a coisa natural é conversar depois do Mundial ou quando Jorge entender. A minha boa relação com ele permite isso."

E se ele falar que não quer conversar agora, ficar até o meio de 2020 e só depois conversar?
"Ok. Cumprir o contrato. Eu estou falando isso. Ele tem contrato. Se ele achar que não tem que conversar agora, será respeitado isso. Mas não é tão bom para o Flamengo? O que ele entregou tem que ser respeitado. Ele entregou um Brasileiro, uma Libertadores e até o que ele não entregou. O estafe dele é muito bom. O Flamengo ganhou uma Libertadores fazendo gol em três minutos no fim do segundo tempo, se você achar que não tem trabalho na parte física, é uma injustiça. O Mário (preparador) é muito importante neste processo. Quando a gente fala de renovação de Jorge, a gente fala de uma situação ampla. O Flamengo está muito feliz com a parte física e técnica."

E 'plano B' caso ele saia? Sampaoli? João de Deus?
"Não tem plano B. Ele tem contrato até junho. Com calma e experiência vamos conversar quando tiver que conversar."
Estrangeiro seria o foco caso Jesus decida sair?
"Aí eu estaria falando de plano b. Eu não tenho plano b."

Qual foi a diferença da gestão de 2009 para 2019?
"O mundo do futebol mudou. É totalmente diferente. A minha passagem pela Secretaria do Esporte me ajudou muito para crescer e evoluir. É o que te falei... não pode comparar. Era outro mundo. Não dá para comparar título."
Tem usado bastante as redes sociais. Tem gostado do mundo virtual?
"Se você for ver, eu não posto muita coisa. Eu posto o mínimo necessário para crescer o número de seguidores. Muito mais para eu fazer um caminho meu, seguro, para que possa ser uma forma de me comunicar do que querer aparecer, pedir 'like'.Eu tenho mídias sociais porque me convenceram que é importante para ter um canal de comunicação direto com os torcedores."
*Marcos Braz costuma botar vídeos de dentro dos vestiário do Flamengo após as vitórias


Você pensa criar um canal no Youtube?
"Não. Nada disso. Acho até que o meu cargo atrapalha um pouco. Lógico que o cargo dá a dimensão. Mas as minhas redes sociais são canais seguros para eu usar com a torcida. Não é comunicação institucional do Flamengo nas minhas redes. Isso eu não faço e nunca farei."
Tem plano de se candidatar a presidente do Flamengo?
"Não. Eu gosto de onde estou. Acho que o presidente do Flamengo tem a liturgia do cargo. Eu não penso nisso. Eu vou para onde o Landim achar que tenho que ir. Amanhã, se ele entender que eu tenho que ajudar o Flamengo em outro lugar, eu vou ajudar. O caminho que ele entender, será feito desta maneira, pelo menos para mim."
Marcos Braz posa para foto durante entrevista para o Jornal O Dia - Foto: Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
Você seria vice presidente dele?
"Eu vou fazer o que o Landim determinar. Se o Landim entender que tenho que ir para releição. Eu vou apoiar. Se o Landim entender que o candidato é A,B ou C, eu vou apoiar essa pessoa."

Falta um estádio próprio para o Flamengo?
"Vai ter um processo de licitação agora do Maracanã, e o Landim, o Bap, outras pessoas estão tocando isso com muita excelência. Vai ter um processo público, mas acho que o Flamengo é capaz de se armar de fazer uma conjuntura para que saia vencedor. E aí é um processo de 30 anos."
A geral vai voltar?
"Não sei se volta, mas pode tirar uma parte de trás da arquibancada, o pessoal assiste de pé. Eu acho que a geral é essa."

Recentemente, a mídia paulista noticiou que o Palmeiras não aceita negociar jogadores com o Flamengo. Tem algum jogador do Palmeiras em pauta para 2020?
"Eu não tenho nenhum jogador em pauta do Palmeiras agora. Quando você quer fazer uma contratação, você precisa fazer muitas avaliações. Ir em cima de um jogador do Palmeiras, você está indo do que é mais difícil. Mas se não tiver jogador em São Paulo, tem no Sul, na Espanha, na Alemanha. Flamengo tem um bom caminho para trazer jogador. Tem estrutura, paga bem e em dia."

Dudu, jogador do Palmeiras, daria certo no Flamengo?
"Dudu é um grande jogador, como vários do Palmeiras. Acho que qualquer jogador que possa reforçar o elenco, é importante."

Em 2019, o Flamengo movimentou o mercado brasileiro e tirou destaques de alguns clubes, como Arrascaeta, Bruno Henrique e Rodrigo Caio. 2020 será assim também?
"Cruzeiro fez isso em uma época, São Paulo fez isso em outro época, e o Flamengo fez boas contratações. O que posso falar é que o Flamengo vai atrás de jogadores para reforçar o elenco. Aqui no Brasil ou lá fora."

Algum nome que já esteja na mira?
"Tenho, mas não vou te falar. Não posso. Atrapalha a negociação, encarece para o Flamengo, mas entendo a sua pergunta."

Nem a primeira letra?
"Não (risos)."
O Flamengo tentou na última janela de transferência contratar Balotelli, Jemerson e Thiago Maia. Podem voltar à pauta?
"Tudo tem o seu tempo. O Flamengo, naquele momento, entendia que seria uma boa contratação. Não foi possível, mas isso é desconectado para agora. Agora é zerar a pedra e vê o que está sendo oferecido. Muita coisa que está sendo oferecido diariamente. Depois que oferecido, a gente conversa. Três grandes jogadores, mas não tem nada avançado assim. Não é porque o Flamengo pensou que poderia tentar de novo. Vamos aguardar. Não tem essa agonia toda. Vamos maturar primeiro os títulos. Títulos difíceis de ganhar."
Você acha que o Flamengo pode perder jogadores nesta janela?
"Há chance. O cara vai lá, paga a multa e vai embora. Agora, o time que ganha uma Libertadores e um Brasileirão é porque tem um elenco acima da média, e os times procuraram jogadores assim. Não posso tratar como fantasma. Temos que contratar com naturalidade."
O empresário do Bruno Henrique, por exemplo, está na Europa ouvindo interessados. Ele só sai com a multa rescisória?
"A multa rescisória é uma defesa do clube. A multa rescisória é um maneira que coloca o clube na mesa de negociação. Só sai pela multa? Não posso te falar isso. Até porque a multa rescisória dele é muito elevada. Não sei te falar quanto é, mas é bem alta."
Por que a multa rescisória de Reinier foi reduzida?
"Foi o possível para poder renovar. Ele só tinha mais um ano de contrato. A gente queria resolver esta situação. Não vou deixar faltar meio ano para tratar deste assunto. Foi o possível. O que posso falar é que a gente conta com o jogador. Ele fez gols importantes... Agora renovou, totalmente entrosado no profissional. Não tem menor condições de ficar na Seleção Sub-17, já está inserido no profissional e foi o que o Flamengo fez."
Ele recebeu muita proposta? Pode falar clube?
"Não teve nenhuma. Nenhuma mesmo. Proposta não. Tanto que ele chegou e renovou. Mesmo se tivesse, a gente poderia não gostar da proposta."
O Flamengo vai jogar o Campeonato Carioca com jogadores da base?
"Por lei, os jogadores precisam ter 30 dias de folga. É lei. A gente deve voltar do Catar no dia 23. Então, os atletas devem voltar aos trabalhos no dia 23 de janeiro. O Carioca começa antes disso, se eu não me engano no dia 22. É natural que uma parte do campeonato a gente tenha uma equipe diferente. É lei. Isso não podemos mudar."
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Marcos Braz, pelas lentes do fotógrafo, parece ter uma auréola Ricardo Cassiano
Marcos Braz não quis revelar nomes dos jogadores que estão na mira do Flamengo para 2020 Ricardo Cassiano/Agencia O Dia
A dupla Bruno Spindel e Marcos Braz durante apresentação de Rafinha Alexandre Vidal/Flamengo
Marcos Braz e Bruno Henrique posam para foto com a taça da Libertadores Alexandre Vidal/Flamengo
Braz e Gabigol na apresentação do atacante, em janeiro Alexandre Vidal/Flamengo
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Braz, com Spindel e Pelaipe, no dia da apresentação de Gerson e Marí Alexandre Vidal/Flamengo

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