Cacau Cotta concedeu entrevista ao jornal O Dia - Divulgação
Cacau Cotta concedeu entrevista ao jornal O DiaDivulgação
Por Venê Casagrande
Uma das promessas de campanha de Rodolfo landim durante a campanha eleitoral foi melhorar o relacionamento do Flamengo com a CBF, Conmebol e Ferj. Após conseguir a vitória no pleito, o presidente tratou de convidar Cacau Cotta para ser diretor geral de relações externas.
A escolha gerou incômodo até mesmo em parte dos apoiadores de Landim. O tempo passou, e Cacau Cotta segue firme e forte no cargo. Um deslize, entretanto, quase botou tudo a perder. Após o muro da Gávea ser pichado, o dirigente deu declaração dizendo o episódio havia sido ato política por conta da grafia correta da palavra "Mickey".
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Cacau balançou, mas não caiu. Seguiu no cargo e, inclusive, foi o único representante do Flamengo no sorteio da Libertadores, na última terça-feira, no Paraguai. Quando estava no aeroporto esperando o avião, a reportagem encontrou o dirigente, enquanto o mesmo tomava café. De forma educada, o diretor respondeu às perguntas. Confira abaixo o bate-papo:
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Qual é a atividade que você precisa exercer no dia a dia?
O meu dia a dia é basicamente acompanhar o calendário de jogos das federações, acompanhar reuniões, sorteios, ter relações com as entidades e com os clubes não só brasileiros, mas também do exterior. É criar um bom relacionamento com essas entidades e clubes. Na verdade, o meu cargo é um braço da presidência e do futebol também. É um elo. Eu sou representante do Flamengo em várias situações.
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O seu cargo é remunerado?
Meu cargo não é remunerado. Eu nunca tive cargo remunerado no Flamengo. É com muita honra que sirvo ao Flamengo. Não é remunerado. Por enquanto eu prefiro trabalhar desta forma.
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Muita gente criticou a sua admissão por achar que é promessa de campanha. Como você lida com isso?
Algumas pessoas acabam não te conhecendo. Eu em 2015, eu vim para criar a minha própria identidade. Queria me desvincular de algumas coisas. Nem Jesus Cristo agradou todo mundo. Algumas pessoas eram contra o Marcos Braz no futebol e está aí... Eu sei que não era unanimidade, mas com trabalho e dedicação eu vou conquistando meu espaço. Com muita honra eu recebi o título de sócio Emérito. Esse é o meu maior salário.
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Como é a sua relação com Bap, seu "chefe" no Flamengo?
O caminho das ideias convergentes me fizeram apoiar Landim. No dia da comemoração da eleição, Landim falou para mim que contava comigo. Passou um mês mais ou menos, e o Bap me chamou para conversar. Foi um papo bem reto e bem franco. O papo com ele é reto. Pode ser mais duro, mas é sempre reto. É um prazer trabalhar com ele. Eu aprendo e passo para ele também. Muita gente achava que não daria certo por ser duas pessoas com temperamento parecido e já tem quase um ano de trabalho.
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Superou o episódio do "Mickey"?
Eu fui massacrado publicamente. Uma pergunta pegadinha, mas vamos lá... Eu fui massacrado, xingado pela Nação que eu amo. Eu entendo o torcedor. Eu não fui bem interpretado, eu quis falar que era uma atitude política. Eu sei que só vou mudar isso com trabalho e dedicação, de forma positiva, me dedicando mais para ganhar confiança dessas pessoas. Fica de novo o meu pedido desculpas novamente. Para quem não me conhece, eu sou torcedor de geral, já viajei o mundo todo para ver jogos. Foi um equívoco e fica novamente o meu pedido de desculpas. Perdão, Nação!
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A relação do Flamengo com a CBF, Conmebol e Ferj melhorou? 
Na minha primeira conversa com Landim, ele falou que o clube não se vitimizasse. Foi isso que Bap, Landim, Braz, Dunschee falaram comigo. A gente pegou uma relação externa que não existia. O Flamengo era brigado com todas as federações. A orientação do Landim era para que melhorasse o máximo possível. A prova disso são as viagens, né. Presidente do Flamengo sendo chefe da delegação da CBF. Acho que o nosso departamento está tendo muito sucesso. Estou amando exercer. É um prazer.
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Você foi o único representante do Flamengo no sorteio da Libertadores. Isso é sinal que você vem realizando um bom trabalho?
É sinal de confiança do presidente, do Bap, pessoal do futebol. Espero que dê tudo certo. Espero que eu dê sorte também ao Flamengo. Missão dada é missão cumprida. Vou perder o primeiro jogo do Mundial e eu estarei na reunião. O Bap está junto com o presidente trabalhando pelo Flamengo no Mundial. É um trabalho de equipe. Para mim é uma honra e orgulho.
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