
Em São Paulo, as equipes empataram em 3 a 3 e na Argentina o Racing venceu por 1 a o, resultado que deu classificação aos hermanos para a final da competição, diante do Cruzeiro, que foi campeão após vencer por 4 a 0 na decisão.
A reportagem conversou com dois personagens dos dois duelos do Flamengo com o Racing em 1992. Rogério Lourenço, na ocasião um defensor de 31 anos, foi autor de um dos três gols rubro-negros no jogo de ida, mas lamenta o fato de ter sido expulso.
"O momento mais marcante para mim acabou sendo um gol que eu fiz. Depois, teve uma briga, sem chegar às vias de fato, e teve aquele um monte de empurrão. Não foi um jogo bom. Foi um jogo brigado, de certo ponto violento. Cometemos falhas no setor defensivo, cometemos muitos erros na zaga. A questão de não jogar no Maracanã também não foi interessante. Não é a mesma coisa."
Na ocasião, o Flamengo havia acabado de ser campeão do Brasileiro de 1992. Porém, para Rogério Lourenço, tal conquista não legitimava o Flamengo como favorito para conquistar a Supercopa dos Campeões.
"Não acho que entramos como favorito. Da mesma forma que não éramos favoritos nessa competição. Os jogos eram bem difíceis. A gente não se considerava favoritos. Jogar contra argentinos é sempre diferente. Os argentinos são muito bons, do mesmo nível dos brasileiros."
Outro jogador que fez parte do time que pegou o Racing em 1992 foi o ex-meia Nélio. O jogador entrou no segundo tempo do confronto na Argentina, no lugar de Júlio César Garcia, mas lembra bem como foi aquele confronto, principalmente das dificuldades para encarar os hermanos.
"Foi um jogo muito difícil. O Racing tinha uma grande equipe com alguns jogadores da seleção argentina. Saímos sempre atrás do placar e não conseguimos vencer Brasil, que nos daria uma tranquilidade para a partida na Argentina. Sempre foi difícil encarar os argentinos e sempre será. Claro que suas características mudaram um pouco. De futebol de mais força para um futebol com mais técnico. Hoje, poucos jogadores do futebol argentino têm apenas força. Eles conseguiram aliar a força com a técnica".





