Rodrigo Caio em ação pelo Flamengo na vitória sobre o Altos-PIGilvan de Souza/Flamengo

Rio - Rodrigo Caio voltou aos gramados após 159 dias afastado se recuperando de uma lesão no joelho direito. O zagueiro do Flamengo passou por cima de desconfiança das arquibancadas, focou em sua preparação com atividades que aconteciam até três vezes ao dia.
Da vitória do Flamengo sobre o Altos-PI, por 2 a 0, pela segunda partida da terceira fase da Copa do Brasil, Rodrigo Caio talvez tenha sido o ponto alto das análises. Com pouco futebol apresentado pelo conjunto, o defensor se destacou nos primeiros 45 minutos com toda segurança mesmo faltando ritmo de jogo.
"É um pouco da minha criação, sempre fui um cara muito convicto do que eu quero. Dos meus sonhos, desejos e vontades. E isso é algo que sempre veio de dentro de mim. Com 15 anos, quando tive minha primeira lesão, uma lesão muito séria, algumas pessoas diziam que eu não voltaria a jogar. E eu mostrei para mim mesmo, junto com a minha família e Deus, que voltaria e voltaria mais forte do que nunca. A minha vida se resume a ser um sobrevivente. Então eu nunca vou desistir dos meus sonhos", disse o zagueiro, em passagem pela zona mista após o duelo.
Rodrigo Caio bateu na tecla algumas vezes sobre desafiar os limites do próprio corpo. O próprio jogador afirmou que a última temporada foi complicada devido a estar atuando em seu limite físico para não perder os compromissos pelo Rubro-negro.
"O ano de 2021 foi muito difícil para mim. Segurei o máximo porque eu não queria ficar fora dos jogos. E eu levei o meu corpo ao maior limite possível. Infelizmente a gente paga o preço em algum momento, e eu paguei esse preço. Em algum momento eu achei que era mais forte do que a dor, e a gente não é mais forte que a dor. Hoje eu entendo que a gente tem um limite e precisa respeitar esse limite", destacou o zagueiro de 28 anos.