Rodrigo Caio celebra retorno aos gramados pelo Flamengo após 159 diasFoto: Gilvan de Souza/Flamengo

Rio - Um dos destaques do Flamengo na vitória por 2 a 0 sobre o Altos-PI, na última quarta-feira, que garantiu a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil, o zagueiro Rodrigo Caio celebrou o seu retorno aos gramados após 159 dias. Nesta quinta-feira (12), em entrevista à "FLATV", o jogador de 28 anos exaltou o técnico Paulo Sousa por ter se preocupado com a sua situação, enquanto estava internado por conta de uma infecção no joelho direito.
"Quando soube que o Mister ia até o hospital para me dar um abraço, eu nem o conhecia, e ele nem me conhecia, tinha acabado de chegar. Foi lá me dar um abraço e me falar uma palavra: "Força". Para mim, isso teve um significado imenso. Primeiro de você olhar para aquela situação e falar: "Ele se importa comigo. Ele está indo me dar uma palavra de apoio e conta comigo", destacou Rodrigo Caio à 'FLATV'.

"E aí dá um ou dois dias, ele (Paulo Sousa) me liga: "E aí, Rodrigo, como você está? Fica firme, saiba que tudo vai dar certo, que Deus está ao seu lado e que a gente está aqui na torcida para que você esteja o quanto antes conosco". Isso, para mim, é uma atitude de um ser humano com coração muito bom. Quando a pessoa está num momento desse, ela está derrubada e precisa de uma mão. E ele me deu a mão nesse momento. E em todos os momentos em que estive no CT ele sempre estava perguntando. Isso não tem preço e, sem dúvidas, ficou muito marcado", completou.
Além disso, Rodrigo Caio revelou mágoa com o treinador Diego Aguirre, que o comandou na passagem pelo São Paulo, em 2018. Na ocasião, o zagueiro sofreu uma lesão, que o tirou dos gramados por cinco meses. Após o seu retorno, o jogador se tornou a última opção na zaga e chegou a jogar algumas partidas na lateral-direita.
"Ficou muito marcado para mim quando ele (Paulo Sousa) foi me visitar. Isso aí é uma atitude de um ser humano que pensa no próximo. Já tive várias lesões e já passei por várias questões de treinadores. De treinador (Aguirre) na verdade", destacou Rodrigo Caio.
"Tive uma lesão no pé, fiquei três meses parado, e o treinador não foi uma vez na fisioterapia me dar um abraço ou me perguntar como eu estava. Isso é uma situação difícil porque ali é o momento de maior tristeza do atleta. Você está machucado, e nessa ocasião eu estava brigando por uma vaga na Copa do Mundo. Me machuquei duas semanas antes da convocação final", completou.