Fred será denunciado por ofensas ao juiz e pode pegar gancho de até 6 jogos

Atleta ainda pode pagar uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil

Por victor.abreu

Rio - Fred ganhará uma nova dor de cabeça. O procurador-geral do TJD-RJ, André Luiz Valentim, vai denunciar o jogador do Fluminense por conta das suas declarações aos árbitros e será enquadrado no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto). Em relação à frase "O Campeonato Carioca tem que acabar", dita após a expulsão no clássico com o Flamengo, no domingo, ele não vê problemas na declaração do camisa 9 do clube das Laranjeiras.

Fred sofreu a falta%2C mas o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães interpretou simulação e expulsou o atacanteAlexandre Brum

"Eu analisei os vídeos. Vou denunciar ele, sim. Não pelas delcarações direcionadas para Federação, mas por desrespeitar o árbitro (Wagner do Nascimento Magalhães). Depois ele reclama do Índio (Luís Antônio Silva Santos) e de quem (Comissão de arbitragem da Ferj) colocou ele ali para apitar. Ele vai ser denuciado por desrepeito à arbitragem", disse o procurador-geral do TJD-RJ, André Luiz Valentim, ao DIA.

O caso deve ser julgado entre segunda-feira e terça-feira da próxima semana. O atleta pode pegar de um a seis jogos de suspensão e ainda pode ser multado de R$ 100 a R$ 100 mil. Outro que está na mira do TJD-RJ é Peter Siemsen, presidente do Fluminense. O dirigente, que já responde a um processo, não será denunciado novamente por cobrar "mais dignidade" por parte dos árbitros.

"Ele já responde (um processo). Deixa ele quieto. Na hora certa, ele vai responder (no julgamento). Não quero misturar os processos", revelou André Luiz Valentim. O procurador minimizou o protesto da dupla Fla-Flu contra a Ferj:

"É direito dos jogadores. Eu estava lá (Maracanã) e nem vi (faixa de luto na camisa). Para você ver a importância desse protesto (dos jogadores). Também nem vi jogadores com as mãos na boca. Protestos pacíficos são legais, não teve desrespeito nenhum. Normal. Se eles acham que está certo, tranquilo", encerrou o procurador-geral.

* Reportagem de Victor Abreu.

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