Versátil, Caio Henrique é uma das armas do Fluminense contra o Cruzeiro

Meia se adapta a várias funções com Fernando Diniz

Por HUGO PERRUSO

Caio Henrique faz várias funções no Fluminense
Caio Henrique faz várias funções no Fluminense -
Rio - Se o Fluminense não vive seu melhor momento no ano, o mesmo não se pode dizer de Caio Henrique. Um dos destaques da equipe para a partida desta quarta, às 21h30, no Maracanã, contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, o volante que joga na lateral esquerda conquistou espaço com o técnico Fernando Diniz e é querido pelos torcedores. Uma relação de sucesso que poderia ter acontecido em 2018 se a negociação não travasse. A segunda chance apareceu em 2019 e o casamento funcionou graças à versatilidade do jogador.
Somente nesta temporada, Caio Henrique já atuou como primeiro e segundo volante, meia, falso 9 e zagueiro, até ir para a lateral-esquerda. Nas divisões de base do Santos, jogou nas pontas direita e esquerda. "Desde pequeno é assim, é algo meu mesmo. Nunca parei para pensar nisso, mas me adapto bem a algumas posições. Fui aprendendo pouco a pouco", conta.
Na escolinha de futebol Delta, em Praia Grande (SP), o pequeno Caio chegou a ser lateral-esquerdo e logo depois foi para o meio, considerando a posição de segundo volante como a de origem. No Santos desde o sub-12, começou a atuar mais à frente, muitas vezes como camisa 10 e, principalmente, na ponta direita, função inclusive em que jogava quando chamou a atenção do Atlético de Madrid. Mas no clube espanhol voltou a ser volante e se encontrou na carreira.
"Atuei bastante tempo como ponta direita, tinha a característica de cortar para o meio. No Atlético, o Simeone (técnico) dizia que eu tinha bom passe e com ele eu adquiri muita intensidade, o que não tinha no Santos e por isso jogava mais avançado", recorda o volante, que na segunda temporada no Atlético de Madrid acabou improvisado na lateral esquerda do time B e nos treinos da equipe principal.
Apesar de ter se encontrado no meio, Caio Henrique ainda tinha algo mais a aprender e gostar. Convocado para o Sul-Americano sub-20, aceitou a missão de jogar como primeiro volante com Rogério Micale. Posição em que mais se adaptou e que prefere atuar hoje. 
"Já tinha falado com o professor que gostava e acho que encaixou bem, ele me colocou na função de primeiro homem, para dar saída de bola", disse.
Entretanto, o próprio Micale escalaria o volante como camisa 10 no Paraná, no ano passado. Naquela época, Caio Henrique, sem oportunidade na Espanha, havia voltado para o Brasil para jogar e ser conhecido, já que havia saído ainda na base. A ideia inicial era jogar pelo Fluminense, mas as negociações esbarraram em questões financeiras.
Calhou de em 2019 haver novo interesse do Fluminense e desta vez as partes se acertaram. Foi no meio de campo, como gosta, que Caio Henrique se destacou, mas, para não deixá-lo na reserva, Fernando Diniz aproveitou o problema na lateral esquerda para improvisá-lo. Nova volta ao início.
Apesar de continuar se destacando, Caio Henrique quer mais chances como volante. Aos 21 anos, ele agora é conhecido no futebol brasileiro e sonha disputar o Pré-Olímpico. E se vê com mais chances como primeiro volante, mas não reclama de continuar improvisado. Inclusive, crê ser uma oportunidade para evoluir.
"Tenho treinado fundamentos, ainda mais agora que estou atuando na lateral. Preciso melhorar. Antigamente não tinha o costume de cruzar porque, no meio, não chegava à linha de fundo, ficava mais por trás. Agora jogando como lateral é algo que busco melhorar e tenho treinado bastante", revela o jogador, que se coloca à disposição para atuar nas posições que forem possíveis. Ou quase todas: Goleiro já é demais (risos). Não é uma coisa minha."
 
 
 

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