Novas joias do Fluminense falam em fazer história com a camisa tricolor

Dupla, porém, já falou em sonho de jogar na Europa

Por Lance

Marcos Paulo
Marcos Paulo -
Rio - Em meio à crise financeira, o Fluminense corre o risco de perder mais um jogador. O atacante Pedro assumiu, no último sábado, que está aberto a escutar propostas de clubes interessados na sua contratação. Não seria algo inédito na história recente do Tricolor. Nos últimos anos, o clube das Laranjeiras se viu obrigado a vender atletas para cobrir os pagamentos. Ou acabou os perdendo na justiça, como no caso de Gustavo Scarpa.

Um dos destaques do atual elenco, João Pedro, por exemplo, já está vendido ao Watford, da Inglaterra, desde outubro de 2018, quando se destacava pela equipe sub-17. Agora, o Fluminense vê despontar outras estrelas de Xerém. O atacante Marcos Paulo e o meio-campista Miguel. Este último tem apenas um jogo pelo profissional, mas vem de destacando nos jogos-treino na intertemporada durante a Copa América, tendo marcado quatro gols em três atividades.

Com apenas 16 anos, Miguel ficou oito minutos em campo na partida contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Foi o suficiente para convencer o técnico Fernando Diniz e a diretoria tricolor, que correu para assinar o primeiro contrato profissional com o jogador, com uma alta multa rescisória. O acordo é válido até 2022.

Após Gustavo Scarpa sair mal visto pela torcida tricolor, por ter iniciado uma briga jurídica para se desligar do clube e Pedro já ser criticado por falar abertamente em querer ver as propostas de outras equipes, Miguel e Marcos Paulo também já falaram em jogar na Europa. Mas fizeram questão de ressaltar que são gratos ao Tricolor e que querem ganhar títulos pelo Fluminense.

Miguel falou em querer fazer história no clube antes de pensar em uma transferência para o Velho Continente.

"Todo jogador planeja isso para a sua carreira, que é fazer história no clube que o revelou, que o projetou para o futebol e depois pensar na Europa até porque o Fluminense é o clube que nos acolheu, acreditou em nós e nos fez chegar no profissional", disse o meio-campista.

Um pouco mais experiente, com 18 anos e já com 11 partidas como profissional, Marcos Paulo falou em ser ídolo do Tricolor. Ele é constantemente convocado para as seleções de base de Portugal.

"Todo jogador que vem da base, qualquer base, sonha em conquistar títulos e sair como ídolo, tendo uma carreira brilhante na Europa".
Em meio a um grupo formado por muitos jovens e alguns jogadores mais experientes, os garotos se espelham nos mais velhos para manter os pés no chão e conseguir trilhar um rumo vitorioso em suas carreiras. Digão e Ganso foram alguns dos jogadores citados por Marcos Paulo como espelhos para os mais novos.

"Essa convivência tem sido muito boa porque são profissionais sérios e que nos indicam o caminho correto. É não se deixar influenciar porque sempre tem alguém que quer dar uma saidinha, uma balada, mas é só ter foco que dá tudo certo", disse Miguel.

"A gente sempre procura ouvir os mais velhos porque o nosso grupo tem muito moleque. A gente brinca, mas procura observar para alcançar grandes coisas na vida. Tem o Digão, Ganso e Luciano, rapaziada que vem mostrando o caminho certo para ir bem", finalizou Marcos Paulo.

Ainda em começo de carreira, a dupla ainda pode render muitos frutos para o Tricolor. Mas, além do lado financeiro, o torcedor certamente espera retorno dentro de campo. Talento para isso eles têm. Resta saber se terão tempo para demonstrar.