Fluminense pressiona, mas fica só no empate com o Ceará

Em jogo com duas paralisações do VAR e com Nenê no Maracanã, Tricolor decepciona a torcida tricolor

Por ALYSSON CARDINALI

Mesmo marcado, Pedro chuta para o gol: ele foi um dos melhores do Fluminense
Mesmo marcado, Pedro chuta para o gol: ele foi um dos melhores do Fluminense -
Novo reforço do Fluminense, Nenê, apresentado oficialmente ontem, no Maracanã, não deve ter gostado do que viu em campo. Com atuação irritante, o Tricolor ficou no 1 a 1 com o Ceará, em jogo com duas participações do VAR e que frustrou a torcida. O empate, ao menos, levou o time ao 15º lugar no Campeonato Brasileiro e o tirou do Z-4, para onde fora enviado após os resultados de domingo.
Mas o começo de jogo dos comandados de Fernando Diniz foi tímido. Diante de um adversário que não se preocupava apenas em se defender, o Fluminense teve dificuldade para encaixar seu futebol. Mesmo assim, na base do toque de bola, passou a atacar com mais frequência a partir dos 16 minutos. Ganso, João Pedro e Yony González perderam boas chances de gol.
O Ceará chegou com perigo aos 32, quando Ricardinho cobrou falta e Agenor cedeu escanteio. Passado o susto, o Fluminense voltou a se lançar à frente e foi feliz. Aos 40, Pedro abriu o placar graças ao seu oportunismo e ao Árbitro de Vídeo. Daniel bateu escanteio, Nino desviou e o camisa 9 mandou a bola para a rede. O auxiliar marcou impedimento erradamente e a decisão foi corrigida pelo VAR.
Ainda celebrando a vantagem, a torcida tricolor só não contava com o vacilo da defesa nos acréscimos. Aos 48, Samuel Xavier bateu córner e Tiago Alves, após bate rebate, deu bela pedalada de bicicleta, e empatou para o Ceará. Golaço antes do intervalo.
No segundo tempo, o Fluminense, mais ligado, pressionou o Ceará desde o início. Mas não sem levar novo susto. Aos 9, Mateus Gonçalves recebeu lançamento e fez o segundo gol do Ceará, só que o VAR marcou impedimento de Felippe Cardoso, que também participou da jogada.
Polêmicas à parte, o Tricolor se manteve na frente e Ganso, aos 19, quase marcou em chute rente à trave. O lance, porém, foi um dos raros de perigo do Tricolor, que até teve mais posse de bola, mas esbarrou em sua incompetência para balançar a rede.
No fim do jogo, mais na base da transpiração do que da inspiração, o Fluminense partiu para cima e Pedro, aos 42, teve a bola do jogo, de cabeça, mas o goleiro Diogo Silva fez um milagre. Satisfeito, o Ceará passou a segurar o jogo para garantir o precioso ponto fora de casa. Apito final com vaias na arquibancada e preocupação para Nenê.

Comentários