Fora dos planos de Diniz, jogadores não devem permanecer no Fluminense

Chegada de reforços dificultou ainda mais a permanência dos atletas

Por Lance

Fernando Diniz
Fernando Diniz -
Rio - As chegadas de Nenê e Wellington Nem, somadas com as boas atuações de Yony e Marcos Paulo, aumentaram ainda mais a disputa por uma vaga no setor ofensivo do Fluminense. Paralelamente a isso, jogadores que já tinham pouco espaço, vão ter ainda menos oportunidades com o técnico Fernando Diniz. São os casos de Ewandro, Pablo Dyego, Brenner e Kelvin, que somados, possuem 334 minutos em campo, sem nenhum gol e sequer uma assistência.

Além de jogarem pelas pontas e terem a velocidade como ponto forte, os jogadores possuem em comum o contrato com o Tricolor até dezembro. Brenner e Ewandro, estão emprestados por São Paulo e Udinese, da Itália, respectivamente. Já Kelvin e Pablo Dyego, ficarão livres a partir de janeiro do ano que vem.

A tendência é de que não permaneçam no Tricolor. Até o momento, nenhum jogador foi procurado. A ideia para 2020 é dar chances aos atletas da base e ir ao mercado pontualmente, aproveitando a economia na folha salarial com a saídas desses atletas. O cenário pode mudar caso Yony não renove o contrato, porém as chances disso acontecer são remotas.

Contratado em abril, Ewandro, de 23 anos, chegou ao Flumiennse emprestado pela Udinese, após ter defendido o Estoril, de Portugal, e o Áustria Viena. O atacante, que é cria do São Paulo, conseguiu destaque no Athletico-PR, antes de se transferir para a Europa. No entanto, mesmo com a saída de Everaldo, o jogador não caiu nas graças do técnico Fernando Diniz.

Ewandro costuma estar entre os relacionados, porém foi a campo em apenas três jogos, sempre entrando no fim do segundo tempo. Ele foi escolhido nas duas partidas contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, e jogou contra a Chapecoense, somando 37 minutos em campo.

Cria de Xerém, Pablo Dyego, de 25 anos, já rodou bastante, sendo emprestado pelo Fluminense para o Djurgaden, da Suécia, Légia Varsóvia, da Polônia, Ottawa Fury, do Canadá e São Francisco Deltas, dos Estados Unidos. Pelo Tricolor, jamais conseguiu se firmar no time.

O melhor momento foi em 2018. Sob o comando de Abel Braga, Pablo Dyego foi bastante utilizado no primeiro semestre, participando de 19 partidas e marcando três gols. Mesmo assim, sempre saindo do banco de reservas. Neste ano, são apenas cinco jogos e 24 minutos.

Dos jogadores citados, Brenner, é o mais utilizado por Fernando Diniz. Ao todo, disputou cinco partidas, três como titular, somando 272 minutos em campo. Emprestado pelo São Paulo, o atacante de 19 anos chegou para aumentar o leque de opções do ataque, preenchendo a lacuna deixada por Everaldo. Porém acabou perdendo a disputa para Marcos Paulo, que vem se destacando nos últimos jogos.

A tendência é ter ainda menos oportunidades, uma vez que Nenê e Wellington Nem brigam por um espaço no time e caso não sejam titulares, serão as primeiras opções da comissão técnica.
De todos, o atacante é quem tem o menor prestígio com o técnico Fernando Diniz. Kelvin tem 26 anos e entrou em campo apenas uma vez, aos 44 minutos da partida contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o Tricolor foi derrotado por 1 a 0.

O jogador até era lembrado pela comissão técnica para integrar o banco de reservas. No entanto, está fora da relação para as partidas contra São Paulo e Internacional. Vale lembrar que Kelvin, assim como Brenner e Ewandro, também não está inscrito na Copa Sul-Americana.

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