Diniz vê pressão 'natural' no Fluminense e detona arbitragem: 'Difícil de engolir'

Treinador alega que Tricolor teve pênaltis não marcados a seu favor

Por Lance

Fernando Diniz
Fernando Diniz -
Rio - Após a surpreendente derrota do Fluminense para o CSA por 1 a 0, neste domingo, no Maracanã, a pressão sobre o técnico Fernando Diniz aumentou. O treinador foi muito vaiado depois do apito final da partida, que levou o Flu de volta a zona do rebaixamento do Brasileiro. Mas, em entrevista coletiva, Diniz minimizou as cobranças.

"O torcedor está aborrecido com toda razão, é natural. Mas ele também está apoiando muito, acreditando. Se a gente se sustentou de alguma forma até hoje é porque o torcedor está torcendo muito para dar certo. No final do jogo, é normal vaiar, aceitamos. Estamos muito chateados também por frustar o torcedor, a ponto dele ter que fazer esse protesto legítimo ao fim da partida", disse o treinador após a derrota para o CSA.

Perguntado se houve alguma conversa com a diretoria do Fluminense depois do jogo, o treinador

"Por enquanto ainda não conversamos. Isso é uma decisão da diretoria. Temos uma cultura do resultado, de fato. Trabalho de uma maneira contundente naquilo que gosto de fazer. Pegamos jogadores desconhecidos e hoje temos atletas convocados, o Allan, o Nino e o Caio Henrique também estavam para ser convocado. Temos revelação do João Pedro, Marcos Paulo, recuperação do Julião. E os jogadores que foram se destacando a gente perdeu precocemente, como Everaldo e Luciano. O trabalho tem outros tipos de resultados que eu me alegro. Essa situação na tabela é um desafio muito grande. Mas é um time que não oscila, joga e cria. Mas por um erro perdemos a partida. Não falei com ninguém ainda."

Na partida deste domingo, o Fluminense teve 31 finalizações e não conseguiu marcar, enquanto o CSA conseguiu seu gol com apenas cinco finalizações.

"A gente teve um volume grande de finalizações, muitas delas chances claras de gol. Me recordo de pelo menos umas sete. Infelizmente, não conseguimos fazer o gol. Não sei explicar porque a bola não entra. Treinamos muito", disse o treinador, que também reclamou de dois pênaltis não marcados para o Fluminense, e lembrou de lances de outros jogos:

"Sobre o VAR, hoje tivemos dois lances claros, dois pênaltis. Um no Daniel e outro no Ganso. Ainda teve a expulsão do Frazan e do Digão, contra o Vasco. No jogo contra o Goiás, tivemos um gol anulado que foi legítimo. Depois, o gol do Goiás foi em uma falta inexistente. Posso falar isso, mas não tenho mania de perseguição. O jogo de hoje é difícil de engolir, eram lances fáceis e nem chamaram o árbitro."
Com a derrota, o Flu foi ultrapassado pelo Cruzeiro e, agora, é o 17º colocado, com 12 pontos. Já o CSA é o 18º, agora com 11 pontos.

O Fluminense só volta a campo pelo Brasileiro no dia 2 setembro, contra o Avaí, em casa, pois o jogo contra o Palmeiras, que seria na próxima rodada, foi adiado para o dia 10 de setembro. Antes disso, o Flu encara o Corinthians, nesta quinta-feira, pela Copa Sul-Americana.

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