Sequência decisiva para Fluminense e Odair Hellmann

Jogo fora contra Athletico, decisão de vaga na Copa do Brasil e clássico com o Vasco podem definir futuro do técnico

Por O Dia

Odair Hellmann tem o apoio da diretoria, mas a torcida está insatisfeita com o trabalho
Odair Hellmann tem o apoio da diretoria, mas a torcida está insatisfeita com o trabalho -
Com uma tabela muito complicada, já se esperava que o Fluminense poderia ter problemas neste início de Campeonato Brasileiro, quando enfrenta seis adversários que estão na Libertadores e, teoricamente, são mais fortes. Ainda assim, a falta de resultados desde o retorno do futebol começa a ser um problema e pressiona o técnico Odair Hellmann, que terá uma sequência decisiva até a próxima semana para seu futuro.
Ainda mais com a partida de volta da Copa do Brasil na terça-feira, contra o Figueirense. Uma eliminação precoce, ainda na terceira fase, seria catastrófica financeiramente e praticamente encerraria a temporada, já que o Fluminense caiu na estreia na Sul-Americana e só teria o Campeonato Brasileiro para disputar. Junte-se a isso duelos difíceis com Athletico-PR, fora de casa amanhã, e o clássico com o Vasco no dia 30.
Apesar de ter conquistado apenas duas vitórias em 12 jogos, Odair ainda possui a confiança da diretoria tricolor, enquanto é muito pressionado por boa parte da torcida. Dependendo dos resultados nesses três jogos, a situação pode ficar insustentável, principalmente em caso de eliminação na Copa do Brasil, ou  dar um respiro ao trabalho se conseguir bons resultados.
Além disso, o Fluminense precisar fazer mais em campo. As boas atuações na final do Carioca contra o Flamengo que davam tranquilidade ao trabalho não são mais um pilar após as duas derrotas, um empate e uma vitória no Brasileiro, com o time apresentando enorme dificuldade ofensiva nos jogos. Contra o Bragantino, o Tricolor até poderia ter vencido ao desperdiçar duas chances claras, mas também seguiu com problemas no último passe, muito também à má atuação de alguns jogadores. 
Para piorar, a maratona de jogos impede treinos para ajustar os erros que vem sendo cometidos em sequência. "Claro que se a gente tivesse tempo de trabalhar, de treinar, seria melhor para proporcionar essa evolução. A gente está com dificuldade até para fazer qualquer tipo de trabalho mais analítico, porque o tempo é só de recuperar. É corrigir, trabalhar algum posicionamento e concentrar para conseguir transformar as oportunidades que a gente já aumentou em efetividade", afirmou Odair.

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