Auxiliar permanente, Marcão será o técnico interino do Fluminense nos próximos jogosLucas Merçon/Fluminense

Em busca de soluções para melhorar as atuações e se classificar na Libertadores, a diretoria do Fluminense apostou na demissão de Luis Zubeldía para dar uma chacoalhada no elenco. A já conhecida tática do futebol brasileiro de criar um 'fato novo' para mudar o panorama mostrará o efeito prático já neste sábado (15), contra o líder Palmeias, no Maracanã, às 16h30 (de Brasília).

Esperança na mudança de chave do Fluminense

A difícil partida é encarada como um divisor de águas para o time retomar a confiança que os jogadores admitem que perderam. Uma vitória, de preferência com atuação convincente, daria um ânimo extra para acabar com a espiral negativa desde o retorno da Copa do Mundo. Só assim para o time chegar em melhor condição contra o Independiente Rivadavia, terça-feira (18) às 19h, na Argentina.
"Os resultados não são bons e é natural que a confiança falte um pouco. Se tudo estivesse ocorrendo bem, seria mais fácil achar um passe entre linhas, mais fácil infiltrar. Vai chegar esse momento. É trabalhar", afirmou Hulk após o empate em 0 a 0 com o Independiente Rivadavia.
Como esse momento de virada não chegou com Zubeldía, a troca de comando foi a solução encontrada pela diretoria. Apesar de divididos, os dirigentes entraram num consenso de que estava difícil ver a recuperação dos jogadores com o trabalho do técnico e que era preciso uma mudança nessa busca por confiança.
"Estamos errando mais do que o normal em momentos importantes, deixando a desejar mesmo, reconhecemos. A gente tenta trabalhar em cima, mas nem sempre os resultados vem. Precisamos virar a chave para a gente melhorar. Reconhecemos que talvez não estejamos no nosso melhor momento na temporada e que a gente precisa virar essa chave com urgência para disputar esse título da Libertadores, que é o nosso foco", admitiu Nonato.

Cobrança sobre os jogadores

Diante da pressão cada vez maior pela falta de resultados, o elenco do Fluminense também recebeu uma cobrança interna. Isso aconteceu  na eliminação para o Vasco, na Copa do Brasil, e na época houve o entendimento da diretoria de que a conversa tinha surtido efeito, o que na prática não ocorreu no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.
Agora, o Tricolor dá a última cartada para tentar salvar o ano e buscar uma mudança na postura do grupo.
"A torcida está no direito de cobrar porque o grupo, por ser tão qualificado e pelo investimento, está ciente que faltam boas atuações e resultados. É hora de se fechar para voltar a ter confiança, com bons resultados e atuações", resumiu Guga.