Virada na reta final

Nos braços da imensa torcida, que acolheu o time após impulsionar o programa de sócios, Vasco dribla a crise e encerra a temporada em alta

Por O Dia

O Vasco terminou o ano nos braços da torcida, com o Maracanã lotado no empate com a Chapecoense, rumo aos 200 mil sócios e o quádruplo da arrecadação mensal no programa — cerca de R$ 4 milhões. Mas o alívio pela permanência na Série A do Campeonato Brasileiro e a classificação para a Copa Sul-Americana foram 'prêmios' aquém da tradição do clube.

No ano em que completou 121 anos, o Vasco enfrentou uma de suas maiores crises financeiras. Com o orçamento restrito e frequentes atrasos de salário, o presidente Alexandre Campello apostou na permanência de Alberto Valentim. Os reforços modestos como Cláudio Winck, Cáceres, Lucas Mineiro, Bruno César e Ribamar não empolgaram.

Ainda assim, a equipe fez boa campanha no Carioca e conquistou a Taça GB, embora a irresponsável disputa com o Fluminense pelo Setor Sul da arquibancada do Maracanã quase tenha terminado em tragédia. O cenário de guerra fora do estádio manchou a final. Mas Valentim não resistiu ao vice-campeonato para o Flamengo. Vice-campeão da Copinha pelo Vasco, Marcos Valadares trocou o comando da equipe sub-20 pelo time principal.

O resultado foi desastroso. Sem o respaldo dos jogadores mais experientes, ele apostou em nomes da base que conhecia bem e ousou nos esquemas adotados. Na breve passagem, o interino deixou o Vasco na lanterna do Brasileiro após quatro rodadas.

De volta à Colina, onde teve a primeira grande chance na carreira como auxiliar do técnico Antônio Lopes, na década de 1980, Vanderlei Luxemburgo foi a aposta do presidente Alexandre Campello para salvar o ano.

Com muito trabalho pela frente, Luxa cobrou comprometimento e travou batalha com os jogadores acima do peso, entre eles Maxi López, xodó da torcida, que deixaria o clube via Justiça do Trabalho. Ao aglutinar os medalhões, o treinador driblou as limitações do elenco e recompensou a torcida com a descoberta de Talles Magno, que se tornou peça-chave na campanha de recuperação do Vasco.

A precoce queda na quarta fase da Copa do Brasil para o Santos reiterou a teoria de Luxa de focar no Brasileiro e se distanciar da zona da confusão. Fora de campo, a torcida fez bonito, bateu as metas de doação de mais de R$ 2 milhões para a construção do CT na Barra da Tijuca e encaminha o aumento no quadro social para 200 mil pessoas. Certamente, os vascaínos desejam um 2020 que faça jus à tradição do clube.

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