Cessão de novas áreas da Bacia de Campos estimula otimismo em ciclo de crescimento

Mesmo com queda dos royalties, expansão da produção petroquímica abre muitas oportunidades para desenvolvimento econômico macaense

Por O Dia

Petroleiros trabalham na Bacia de Campos - Petrobras
Petroleiros trabalham na Bacia de Campos - Petrobras -
Macaé — A queda no repasse dos royalties do petróleo atingiu fortemente os municípios produtores. Mais do que lutar contra o que soa irreversível, porém, é pensar adiante. O mercado de óleo e gás oferece inúmeras oportunidades de desenvolvimento econômico. É uma questão de se preparar para tal. A prefeitura de Macaé parece estar atenta a isso, ao investir com vigor em infraestrutura, preparando o terreno para a atração de múltiplos empreendimentos.
Além de dar continuidade às obras de construção da Estrada de Santa Tereza, a prefeitura agiliza os processos de licenciamento da Transportuária, rodovia a ligar a RJ 106, à margem da qual será instalado o Terminal Portuário (Tepor), com a RJ 168, no trecho onde se concentra agora a instalação das novas termelétricas e do Complexo Logístico Industrial de Macaé (CLIMA).
“Vivemos, sim, uma nova fase diante das perspectivas do mercado de óleo e gás. Com o porto, aeroporto, termelétricas e novos investimentos, Macaé vence a crise”, exalta o prefeito Dr. Aluízio.
A construção do Tepor já tem a licença prévia aprovada pelo Conselho Estadual de Controle Ambiental (Ceca), do Inea. O objetivo agora é atender as demandas da Petrobras, da Shell e da ExxonMobil, que vão atuar na exploração do óleo das novas áreas leiloadas da Bacia de Campos.
A expectativa da administração macaense é por investimentos na casa dos R$ 10 bilhões apenas da Petrobras, que pretende ampliar sua capacidade de produção na região. Em paralelo, a extração de gás se apresenta como grande veio de geração de receitas e empregos. Ainda mais com o mundo revertendo o uso de combustíveis fósseis para fontes de energia limpa.
Macaé tem, hoje, duas usinas termoelétricas. Com o aumento da atividade offshore na cidade, haverá demanda para mais geração de energia a partir do gás. A usina de Marlim-Azul já está em construção, e outros quatro projetos estão em fase de licenciamento. Com essa expansão, o otimismo de um ciclo virtuoso de crescimento para a cidade, com a instalação de negócios em diversos segmentos relacionados à indústria petroquímica.
“É emprego na veia”, vibra Aloízio.

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