Prefeitura de Magé interdita construções irregulares no Morro das Cinzas. Operação movimentou um comboio de seis carros de fiscalização e cerca de 20 homens de órgãos municipais, estaduais e federais. Divulgação.

Magé - Oito construções irregulares, criação de porcos e de galinhas sem qualquer cuidado sanitário, desvio do curso de rios, poluição das águas, desmatamento e queimada. Esses foram os problemas encontrados pelos fiscais das secretarias de Meio Ambiente e de Defesa Civil de Magé durante ação no Morro das Cinzas, em Pau Grande. “As áreas fiscalizadas ficam nos limites de dois parques federais (Parque Nacional da Serra dos Órgãos e APA Petrópolis) e, por conta disso, chamamos o Inea e o ICMBio para nos auxiliar”, explicou o subsecretário Municipal de Meio Ambiente, Fernando Arnauth. Dois pássaros de espécies em extinção presos – um pixoxó e um sabiá laranjeira – também foram apreendidos.
A operação movimentou um comboio de seis carros de fiscalização e cerca de 20 homens de órgãos municipais, estaduais e federais. Assim que chegaram no local da denúncia, os fiscais se depararam com um terreno que havia sido desmatado e onde estavam sendo criados porcos e galinhas. Um homem se apresentou como dono da área e mostrou aos funcionários da Prefeitura de Magé um documento de posse sem valor legal aparente. “Ele terá 30 dias para comparecer à Secretaria Municipal de Defesa Civil e apresentar o projeto de Arquitetura, a planta, para a construção de alguma edificação no terreno”, destacou o diretor de Monitoramento de Risco e Desastre da Defesa Civil mageense, Arthur Castilho.
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Um pouco mais acima, uma casa vazia que servia de rancho para caçadores também foi interditada. Além da construção irregular, os infratores desviaram o curso d’água de um rio afluente da Cachoeira de Pau Grande – cachoeira que desemboca em um açude que abastece de recursos hídricos parte do sexto distrito. A operação seguiu para locais mais altos do Morro das Cinzas e descobriu casas habitadas construídas em áreas de preservação ambiental. Para essas situações, o subsecretário Arnauth disse que será necessário acionar a Justiça em caso de autorização para a interdição. Segundo o subsecretário, outras operações serão realizadas na região para demolir as ocupações irregulares e reflorestar as áreas desmatadas e queimadas.