Curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) para capacitar servidores da Secretaria de Economia Solidária que atuam no atendimento ao públicoFoto: Pedro Solis

Maricá - A Prefeitura de Maricá promoveu nesta terça-feira (14/12) um curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) para capacitar servidores da Secretaria de Economia Solidária que atuam no atendimento ao público. A iniciativa, em parceria com a Prefeitura de Niterói, gera um ambiente mais inclusivo para as pessoas com deficiência auditiva.
Subsecretária de Economia Solidária, Laura Vieira explicou a importância da capacitação, que ocorreu no auditório do Banco Mumbuca, no Centro. “É uma proposta de sensibilização, porque os funcionários precisam saber a língua brasileira de sinais como se comunicar. Além disso, pela lei, todo órgão público tem que ter alguém que saiba se comunicar com os não ouvintes”, comentou.
Profissionais mais capacitados
Responsáveis por atender moradores de todos os bairros, as assistentes sociais também participaram do curso. “Essa capacitação é importante para a gente atender melhor o usuário”, disse a servidora Ana Luísa dos Santos. “Não é frequente, mas eu já entendi pessoas com deficiência auditiva e, realmente, senti uma dificuldade grande de comunicação porque eu não sei falar em Libras”, comentou a assistente social Elaine Rocha.
Coordenadora das Feiras Livres Solidárias do Centro e de Cordeirinho, Shirley Pinho Bittencourt afirmou que aprender Libras vai permitir ampliar a interação com quem tem deficiência auditiva em todos os tipos de atividades. “Eu tenho muitos amigos que são deficientes auditivos e em função do meu trabalho, eu acho muito importante saber falar em Libras, porque fica mais fácil para lidar com as pessoas que têm essa dificuldade”.
Gestão pública para todos
Para a diretora de acessibilidade da Secretaria Municipal de Niterói, Carol Basílio, o segredo da gestão pública é olhar para o lado e entender que as vulnerabilidades de uns são diferentes dos outros.
“A gente muda a vida das pessoas com o atendimento. Há gestores públicos que nem olham para o rosto de quem atende, que os constrangem. Saber a língua é maravilhoso, mas a sensibilidade ajuda muito no atendimento”, destacou.