Devido à grande procura das feiras, a Prefeitura de Niterói estuda expansão para outros bairros.Divulgação

As quatro feiras que compõem o Circuito Arariboia estão em pleno funcionamento, desde maio, em Niterói. Com dias e horários diferentes, as feiras reúnem, ao todo, empreendedores de economia solidária, dentre eles artesãos nas suas diversas especificidades, agricultores familiares e agricultores de alimentos orgânicos, produtores de alimentos, cervejas artesanais, mel, dentre muitos outros.

O Circuito voltou a acontecer, quinzenalmente, às quintas-feiras ao lado do Terminal João Goulart, todas as sextas na Praça Dom Navarro, em Icaraí, e, aos sábados, no Campo de São Bento e na Praça das Amendoeiras, em Itaipu, seguindo os protocolos sanitários estabelecidos. Já as feiras virtuais são transmitidas às quartas-feiras, às 16 horas, pela rede social do Fórum de Economia Solidária de Niterói (https://www.facebook.com/fesniteroi/).

Segundo o secretário municipal de Assistência Social e Economia Solidária (SMASES) da Prefeitura de Niterói, Niterói, Vilde Dorian, o circuito é uma política pública de geração de renda.
“A SMASES vem priorizando ações de economia solidária. As feiras do Circuito Arariboia representam uma alternativa inovadora na geração de renda e inclusão social. O circuito incentiva o comércio justo e o consumo solidário. Temos o objetivo de fomentar ainda mais atividades econômicas sustentáveis, numa perspectiva de aquecer a economia e promover o desenvolvimento local, iniciativas importantes considerando as drásticas consequências que a pandemia de Covid-19 provocou”, destacou o secretário.

As feiras que compõem o Circuito Arariboia ficam localizadas no Centro, Icaraí e Itaipu. No Centro, a feira funciona ao lado do Terminal João Goulart, na Avenida Visconde do Rio Branco, das 7h às 18h. As próximas serão nos dias 9 e 23 de setembro. São mais de 25 barracas com produtos artesanais, trabalhos manuais, produtos orgânicos e arte popular. No Campo de São Bento, todos os sábados do mês das 7h às 14h, assim como a de Itaipu, que fica na Praça das Amendoeiras, no ponto final do ônibus 38ª, mas tem início uma hora antes, às 6h. Na Praça Dom Navarro, na Ary Parreiras (Icaraí), a feira acontece das 8h às 16h, sempre às sextas. Mais informações sobre a programação das feiras pelo telefone 2717-8350 ou através do e-mail [email protected]

Com a pandemia e as restrições estabelecidas, a feira também passou a ter uma edição virtual, todas as quartas-feiras. O coordenador de Economia Solidária do município, Maicon Carlos, explicou que desde o ano passado, quando as feiras presenciais foram paralisadas, a edição on-line teve início.

“Passamos a oferecer a feira virtual. Já foram realizadas mais de 50 edições on-line. Além da comercialização dos produtos, há um intercâmbio com trabalhadores de economia solidária de outros locais. A feira funciona como uma espécie de vitrine, sempre com um convidado diferente, que poderá mostrar seu trabalho e ampliar sua rede de venda e comercialização. A feira remota é uma estratégia da Economia Solidária, junto com o Fórum de Economia Solidária, para tentar minimizar os impactos provocados pela Covid-19”, disse Maicon.

Maicon Carlos também abordou a possibilidade de expansão das feiras. “Estamos construindo uma expansão do Circuito Arariboia por conta do aumento de empreendedores que estão se cadastrando e pela necessidade de ampliarmos esses espaços de comercialização. Estamos, inclusive, estudando a possibilidade de expandir os espaços físicos permanentes de comercialização, como o da loja na Casa Paul Singer”, enfatizou.
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"A retomada das feiras é uma das entregas nos primeiros seis meses da atual gestão da Prefeitura de Niterói que tem se destacado, há vários anos, por sua gestão eficiente e orientada para resultados", completou o coordenador. Desde 2013, o modelo de planejamento adotado pelo município garante o alinhamento em sinergia com todos os órgãos e pactuados junto à sociedade niteroiense.

Política Municipal de Economia Solidária - Sancionada em 20 de janeiro de 2020, a Política Municipal de Economia Solidária de Niterói estabeleceu uma série de estratégias de desenvolvimento solidário e social de forma justa e sustentável. Fruto de uma luta constante do Fórum de Economia Solidária de Niterói, uma rede de trabalhadores e empreendimentos de economia solidária, militantes e entidades de apoio e fomento que se organizam, articulando diversas ações que acontecem na cidade.

Niterói conta com dois centros públicos de referência em economia solidária, a Casa Paul Singer, no Centro, e a Casa de Itaipu. Para expor nas feiras do Circuito Arariboia, os empreendedores devem procurar um dos dois centros para fazer o cadastro.