Rio - O secretário municipal de Defesa Civil e Ordem Pública de Nova Iguaçu, Luiz Antunes, pediu ao titular da 56ª DP (Comendador Soares), delegado André Pieroni Ferreira, que investigue a origem de uma ossada encontrada nesta sexta-feira, em meio a montanhas de entulho, num descampado do bairro Aliança, à margem da Avenida Abílio Augusto Távora (antiga Estrada de Madureira).
No local, uma estrada de terra batida de acesso às comunidades 12 de outubro e Mário Andreazza, a 400 metros da UPA de Cabuçu, foram localizados ainda restos de urnas, suportes de alças cromadas, roupas, travesseiro, cruzes e lápides em granito, com nomes de pessoas mortas.
O lixo suspeito, segundo Antunes, teria sido abandonado pela Funerária São Salvador, concessionária dos cemitérios da cidade.
Em uma das lápides era possível ler: “Cícero Gomes, (*) 01-08-1964 e + 20.04.2010. Saudade eterna de esposa, parentes e amigos”. Numa outra a homenagem póstuma era para “Solange Gama (*)22.07.1975 – 24.04.1998 “Em Vida, seu sorriso, carinho e afeto me fez feliz”, estava escrito.
Segundo Luiz Antunes, o fato, que está aterrorizando os moradores da região, veio à tona pouco depois do meio-dia de quarta-feira, quando fiscais da Defesa Civil Municipal interceptaram, no mesmo local, depois de denúncia anônima, o caminhão Mercedes Benz, placa KSL 3431, que, segundo o secretário, se preparava para vazar lixo procedente de cemitérios.
Ainda de acordo com Luiz Antunes, assustado, o motorista João Alberto Migueloti e dois auxiliares, que seriam empregados da funerária, admitiram que estivessem a serviço da São Salvador e que levariam a carga, com restos mortais, para o bairro de Marapicu, localizado mais à frente, onde existe outro cemitério municipal.
“É uma irresponsabilidade vazar um lixo especial, no caso, resto mortais, em local desprotegido. Trata-se de um caso de saúde pública, por isso mesmo muito grave, que será apurado pela prefeitura. Vamos adotar contra a Funerária São Salvador as sanções do Código Municipal de Postura e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Quanto a ossada humana, estamos pedindo à polícia que investigue a fundo para saber se é humana ou não”, disse o secretário Luiz Antunes.
Ele anunciou ainda que, a partir de agora, a São Salvador terá de comunicar à prefeitura o local de vazamento dos restos mortais dos cemitérios da cidade. Peritos da Polícia Civil seguiram estão neste momento seguindo pata o local da denúncia.




