Rio - Mais de cinco mil pessoas seguem pela Avenida Rio Branco na manifestação do Fórum de Luta contra o Aumento das Passagens. Diferentemente do que ocorreu na última quinta-feira, quando houve confusão entre membros de partidos, agredidos por ativistas que se diziam apartidários, a passeata tem a presença de diversas legendas, além do Movimento dos Sem Terra (MST), muitos índios da Aldeia Maracanã e membros da Associação Nacional dos Estudantes Livres (Anel). A manifestação reinvidica a melhoria do transporte público, a libertação dos presos em outros protestos e o fim da Polícia Militar.
O presidente da Comissão da Verdade no Rio e ex-presidente da OAB, Wadih Damous, elogiou o movimento. "Essa é a verdadeira manifestação e assim que se faz a democracia. A rua é de todos", afirmou. O vereador Eliomar Coelho, do Psol, que protocolou a CPI dos ônibus, também acompanha a manifestação. As pistas da Avenida Rio Branco seguem interditadas e a PM montou um cordão de isolamento nos dois lados da via. O protesto segue em direção à Alerj e depois para a vizinha Fetranspor. Até o momento, não há registro de tumulto no local. Pessoas jogam papéis picados das janelas por onde a manifestação passa.
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que a Avenida Presidente Vargas está totalmente liberada, com exceção da pista lateral, sentido Candelária, entre a Avenida Passos e a Avenida Rio Branco. O tráfego é intenso ao longo dos dois sentidos da Presidente Vargas e apresenta retenções na Avenida Passos.
Aparato de segurança
Cerca de 150 PMs estão nos arredores da Candelária e 100 estão posicionados na frente do prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj)
Na Alerj, a situação também é tranquila. O catador de lixo Elias Viera, 41 anos, provocou uma cena inusitada. Ele passava com seu carrinho no local, com uma caixinha de som tocando o hino da corporação. Perguntado sobre o motivo da homenagem, ele foi enfático: "Os policiais não têm nada a ver com o erro do governo".
Ato vai parar na Câmara
Os coordenadores do Fórum de Luta Contra o Aumento das Passagens, grupo que liderou as principais manifestações do Rio, decidiu que o trajeto de hoje será da Candelária à Fetranspor, na Rua da Assembleia, com uma parada em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.
“Seguiremos na rua porque nossas pautas não foram atendidas”, explicou Priscila Guedes, de 23 anos, estudante de História na UniRio. A manifestação desta quinta-feira foi aprovada na noite de terça-feira, durante uma plenária com a presença de mais de 3 mil estudantes na UFRJ.
As reivindicações do grupo são: tarifa zero no transporte público para estudantes, desmilitarização da polícia e libertação dos manifestantes presos.
De acordo com o fórum, não serão aceitas negociações com o governo até que a redução das passagens deixe de ser custeada pelo subsídios aos empresários do setor.
2.500 homens no último jogo
Domingo, na final da Copa das Confederações, 2.500 policiais vão trabalhar na segurança do evento e no policiamento de ato que vem sendo divulgada nas redes sociais. Agentes de todo o estado serão deslocados para dar apoio, sendo cedidos pelos sete Comandos de Policiamento de Áreas da PM. A Força Nacional também deve ajudar.
O Choque ainda deve utilizar policiais do grupamento de moto e um carro de comando e controle, que capta e envia imagens do evento para a cúpula da Segurança.




