Rio - A aprovação-relâmpago pelo Senado, na madrugada de ontem, da redistribuição dos royalties do pré-sal para Educação (75%) e Saúde (25%), é um avanço, mas não o suficiente para as lideranças estudantis que hoje fazem nova manifestação no Centro do Rio. Agora, a luta é por uma fiscalização maior sobre o dinheiro liberado e o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação.
“Não adianta investir uma grande quantia em Saúde e Educação enquanto existe um desvio muito grande nos setores. O fato de terem privatizado a saúde pública no Rio é uma prova disso”, defende Gabriela Machado, de 17 anos, estudante do 3° ano do 2º grau em uma escola particular da Zona Sul. “De qualquer jeito, é um avanço muito bom, porque veio com a aprovação da corrupção como crime hediondo”.
Paulo Henrique Lima, estudante de Segurança Pública na UFF, outro que estará hoje na Candelária, acha que a Educação só deixará a pauta de reivindicações dos estudantes cariocas quando o valor investido chegar a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
“Há um estudo da Associação Nacional dos Docentes (Andes) indicando que este é o valor que o setor precisa para avançar”, defende Paulo Henrique. “A questão do PIB é mais interessante para o País, pois assim a verba não dependerá da produção de petróleo”.
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Deputados federais do Rio festejaram a aprovação da nova lei pelo Senado. Alessandro Molon (PT) disse que “foi um avanço importantíssimo para a população brasileira”.
Já Hugo Leal (PSC) afirmou que as mudanças não afetarão o caixa do Estado do Rio, “pois valerá para licitações futuras”, enquanto Otávio Leite (PSDB) ficou contente por acreditar que que a solução do país passa pela Educação.




