Manifestantes seguem acampados em rua de Cabral

Grupo pede a saída de governador e cobra esclarecimento sobre paradeiro do pedreiro Amarildo

Por thiago.antunes

Rio - Cerca de 60 manifestantes estão acampados, na noite desta segunda-feira, entre a Rua Aristides Espínola, onde mora o governador Sérgio Cabral, e a Avenida Delfim Moreira, no Leblon, Zona Sul do Rio. O ato, chamado de Ocupa Cabral, pede a saída do governador do Estado, a desmilitarização da PM, o fim da privatização do Maracanã, o esclarecimento do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza na Favela da Rocinha, entre outras demandas.

Neste domingo, mais de 100 pessoas estiveram protestando no local. Os manifestantes gritaram palavras de ordem sobre os tópicos do protesto e chegaram a dançar quadrilha. A Polícia Militar, com 40 homens identificados por letras e números nos coletes e bonés, acompanhou o ato, que não registrou tumulto.

De noite, os 60 presentes gritaram palavras de ordem próximo à residência do governadorAlexandre Vieira / Agência O Dia

No momento, o clima é tranquilo no trecho do bairro. A Rua Aristides Espínola segue fechada por policiais militares. 

Com faixas, travesseiros, lençóis e comida doada por apoiadores do movimento, o grupo afirma que não tem data definida para deixar o local. “A Delfim Moreira tem sido um ponto seguro para os protestos. Isso reflete no apoio que estamos recebendo dos moradores”, disse o professor Ernesto Brito.

Cerca de 20 manifestantes acamparam em rua de Cabral no começo da tardeAlexandre Vieira / Agência O Dia

Seis carros da PM estão próximo ao local. A postura dos oficiais divide a opinião dos manifestantes. “Eles foram pacíficos durante a visita do Papa, mas acho que a repressão vai voltar a acontecer”, opinou uma jovem que se identificou como Emma, 25 anos. Já o universitário Gabriel Marques, 19, acredita em uma nova realidade. “Estão passando a respeitar”, avaliou.

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