Ex-presidente da Portela deixa prisão após 13 dias

Capitão-de-Corveta reformado, Nilo Figueiredo foi preso por porte de armas de uso restrito

Por O Dia

Nilo ficou em presídio por 13 diasPaulo Alvadia / Agência O Dia

Rio - O ex-presidente da Portela Nilo Figueiredo deixou o Presídio da Marinha, no Centro. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Comando do 1º Distrito Naval, nesta sexta-feira.

Segundo a Marinha, Nilo deixou a prisão após receber um alvará de soltura expedido pela Justiça nesta quinta. Capitão-de-Corveta reformado, o ex-presidente da Portela ficou detido por 13 dias. 

Nilo foi preso pela Polícia Federal no último dia 25 de outubro após cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dele e na quadra da escola de samba, em Madureira.

Na residência do ex-presidente, foram encontradas armas de uso restrito. A Federal buscava documentos que comprovassem irregularidades na prestação de contas de convênios firmados por Nilo com os ministérios do Turismo e dos Esportes, em 2005 e 2007, respectivamente.

Do Turismo, ele conseguiu, em 2005, R$ 525 mil para o desfile de 2006. Já do Ministério dos Esportes, a verba foi R$ 1,8 milhão, em 2007. O dinheiro seria para o enredo sobre Jogos Pan-Americanos.

Nove anos no comando

Nilo ficou nove anos à frente da agremiação. Ele perdeu as eleições em maio deste ano por três votos para Serginho Procópio. Sua gestão passou por várias crises. Umas das reclamações dos portelenses era relativa à falta de investimento na escola. Nilo deixou a Portela com dívidas de mais de R$ 10 milhões para Cedae, Light, IPTU, INSS, FGTS, além de atraso de salários de funcionários e débitos com fornecedores.

No início do mês passado, Procópio assinou a expulsão, do quadro social da Azul e Branca, de Nilo, do ex-vice-presidente, Nilinho — filho do ex-dirigente —, da ex-primeira-dama Valdirene Carvalho e de outros 16 sócios que integravam os conselhos deliberativo e fiscal da administração derrotada na eleição de maio deste ano. A exclusão foi baseada no artigo do estatuto que prevê com punição, por ato ou omissão, sócios que tenham contribuído para dar prejuízos à escola.

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