Por thiago.antunes

Rio - A intenção da prefeitura de construir uma nova rodoviária no Trevo das Margaridas, em Irajá, corre o risco de continuar só no plano das ideias, como aconteceu com os ex-prefeitos Saturnino Braga, Marcello Alencar, Luiz Paulo Conde e Cesar Maia.

Apesar de o prefeito Eduardo Paes e do secretário de Transportes Carlos Roberto Osório terem dito na segunda-feira que a Rodoviária Novo Rio não comporta mais a quantidade de veículos que lá circulam e que é necessária uma alternativa, não há nenhum projeto definido em relação à construção do terminal em Irajá. O terreno onde ficaria a nova rodoviária pertence ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes), mas a cessão do mesmo para a prefeitura ou governo do Estado se arrasta há mais de 20 anos.

Prefeitura não tem projeto e moradores do bairro%2C apesar de aprovarem a ideia%2C não acreditam que se tornará realidadeFabio Gonçalves / Agência O Dia

Enquanto isso, a promessa vira motivo de deboche entre os moradores de Irajá e Jardim América. E o terreno sem destinação acabou se tornando um depósito de carros, o popular ferro-velho.
“Vou morrer e essa rodoviária aqui não vai ter saído do papel. Não faz o menor sentido a quantidade de ônibus, sobretudo intermunicipais, que têm de ir até a Novo Rio.

Ainda mais agora com BRT e esses corredores expressos”, explicou Dilson Moreira, funcionário de um posto de gasolina em frente ao terreno. A moradora Heloísa Mesquita lembra que a rodoviária poderia, além de diminuir o tráfego para o Centro, trazer mais emprego e segurança para a região. “Valorizaria muito a nossa área, mas cadê que isso sai do papel?”, lamentou a moradora.

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