Por thiago.antunes

Rio - Caio Silva de Souza, 23 anos, acusado de lançar o rojão que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus na última quinta-feira trabalha no Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde, que revelou em nota que Caio é auxiliar de serviços gerais e contratado por uma empresa terceirizada. 

Caio Souza%2C acusado de jogar rojão que atingiu cinegrafista da TV BandeirantesDivulgação

Ativista afirma não conhecer rapaz

A ativista Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, prestou depoimento na 17° DP (São Cristóvão), no inquérito sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade, morto após ser atingido por um rojão na última quinta-feira, durante manifestação no Centro do Rio. Sininho chegou ao local por volta das 14h e negou ter falado sobre o envolvimento do deputado Marcelo Freixo (PSOL) com Caio Silva Souza, acusado de arremessar o artefato no cinegrafista. "Em relação as especulações sobre o Freixo, está tudo esclarecido com o depoimento prestado hoje", declarou ela ao sair da delegacia.

Também no depoimento, que durou cerca de duas horas, Sininho disse que não conhece Caio e que nunca o viu em manifestações. A ativista chamou atenção pela camiseta que tinha a seguinte frase: 'Favela não se cala'.

Suspeito está foragido

Caio Silva de Souza, 23 anos, é acusado de atirar o rojão que atingiu o cinegrafista da Bandeirantes Santiago Andrade. O rapaz que está sendo indiciado por homicídio doloso qualificado por uso de explosivo é considerado foragido, pois ainda não se apresentou na delegacia responsável pelo caso.

Segundo a Polícia Civil, Caio tem quatro passagens pela polícia. Os dois primeiros registros ocorreram em 2010, na 53ª DP (Mesquita) e na 56ª DP (Comendador Soares), respectivamente. Na época, ele foi indiciado por tráfico de drogas, mas o inquérito foi arquivado por falta de provas. Já as outras ocorrências são por ter sido vítima de agressão em protesto e um crime de menor potencial ofensivo.

Fábio Raposo, indiciado como co-autor do crime por entregar os explosivos para Caio revelou que o rapaz tem perfil violento. "A intenção dele era ferir ou matar os policiais. Infelizmente, o Santiago foi colocado na linha de tiro”, disse o delegado da 17ª DP, Maurício Luciano.

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