Por thiago.antunes

Rio - O motorista de ônibus Francisco Edvaldo da Silva, 41 anos, morto atropelado pelo colega Jaílton Santos Silva, 31, da linha 635 (Bananal-Saens Peña), foi enterrado na tarde desta quinta-feira no Cemitério São Lázaro, na Venda Velha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Abalados, parentes informararam que vão processar a empresa em que Jailton trabalha, a Viação Paranapuan.

O motorista de ônibus Francisco Edvaldo foi atropelado por outro condutor de coletivo após discussãoFabio Gonçalves / Agência O Dia

Crime brutal

Segundo passageiros que prestaram depoimento, o caso ocorreu por volta das 8h desta terça-feira, na pista lateral, sentido Centro, em Bonsucesso. Jaílton teria fechado o ônibus da Viação Bangu, na saída da passarela 8.

Para evitar a colisão, Francisco acabou se chocando com um Golf dirigido pelo PM Alan Oliveira. Francisco saltou do veículo e pediu que Jaílton assinasse documento para ser apresentado à sua empresa, mas o condutor da Paranapuan se recusou e arrancou com o veículo.

Francisco foi atingido pelo para-choque e chegou a tentar se proteger, agarrando-se à peça. Passageiros gritaram pedindo que o motorista parasse. Mas ele ignorou. O corpo deformado de Francisco ficou caído dois quarteirões à frente, na esquina da Avenida Guilherme Maxwell, sendo arrastado por 200 metros.

Família diz que foi um assassinato

“Não foi um atropelamento, mas um assassinato”. Com a voz embargada, Lídia Mendonça, 40, esposa de Francisco desabafou e pediu justiça: “Essa brutalidade tirou a vida do meu marido e deixou minhas duas filhas sem pai. Quero esse homem preso”, declarou.

Segundo colegas de profissão e parentes, Francisco era tranquilo. Ele estava há cinco anos na Viação Bangu. “Ele madrugava para trabalhar. Era calmo. Não costumava discutir. As testemunhas contam que ele saiu do ônibus e apenas pediu que Jaílton assinasse o papel, disse o cunhado, Flávio Augusto, 41.

A Viação Bangu informou que está prestando assistência à família. Já a Paranapuan, empregadora de Jaílton, disse se “solidarizar com a família”. Em nota, a Rio Ônibus lamenta a morte, e afirma estar colaborando com a polícia, fornecendo imagens do circuito interno dos ônibus. Também disse condenar a atitude de Jaílton.

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