Por paulo.gomes

Rio - Policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) interditou nesta quarta-feira uma fábrica clandestina de linha chilena, em Curicica, Jacarepaguá, na Zona Oeste. No local foram apreendidos milhares de rolos de linhas já prontas para venda e outras que seriam confeccionadas com o cerol. A fábrica não utilizava vidro moído, mas alumínio em pó, que através de processo específico se adere à linha, tornando-se muito mais cortável e perigoso. A fábrica lucrava R$ 180 mil por mês.

Fábrica clandestina de linha chilena lucrava cerca de R%24 180 mil por mêsDivulgação

Além dos materiais, três máquinas de produção e sacos de substâncias químicas foram encontrados no imóvel. Todo material utilizado para a fabricação foi apreendido e periciado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

Jean Maciel da Silva e um menor de 15 anos foram encontrados trabalhando no local. Segundo Jean, que a fábrica funciona há uma década, e que outros menores já trabalharam lá. Ele vai responder pelos crimes de perigo e substância nociva à saúde pública. Já o adolescente foi entregue ao seu pai, que assinou termo de responsabilidade, para apresentação ao Juizado da Infância e Juventude.

O proprietário da fábrica, Carlos Alberto de Moraes Teixeira, responderá pelos crimes de perigo e substância nociva à saúde pública, corrupção de menores e maus tratos por empregar adolescentes abaixo de 16 anos em locais impróprios e insalubres, configurando o chamado trabalho infantil, proibido por lei.

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